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Volume 114, Nº 1, Janeiro 2020

   

DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/abc.20190209

ARTIGO ORIGINAL

Avaliação de Perfis Lipídicos Infanto-Juvenis Solicitados nas Unidades Básicas de Saúde em Campinas/SP, Brasil: Um Estudo Laboratorial Transversal

Érica Ivana Lázaro Gomes

Vanessa Helena de Souza Zago

Eliana Cotta de Faria



Figura 3 – Frequências de dislipidemias isoladas e mistas por regiões de campinas. CT: colesterol total; LDL-C: colesterol da lipoproteína de baixa densidade; TG: triglicérides; HDL-C: colesterol da Lipoproteína de alta densidade; NHDL-C: não HDL-C; DI: Dislipidemias isoladas; DM: Dislipidemias mistas; *Teste de Qui-Quadrado (X2); L vs NO vs N vs SO vs S; p < 0,05; Pós-teste para comparações múltiplas em tabelas de contingência baseado em permutações: CT↑= L< demais; TG↑, NHDL-C↑ = SO>NO>L; LDL-C↑ = SO>L < NO; HDL-C↓ = SO > demais, S>L; DI = NOS; LDL-C↑ e TG↑ = - NO>L; HDL-C↓ e TG↑ = SO>NO>N>L; DM = SO>NO, p < 0,05.





Resumo

Fundamento: Dentre as dislipidemias, a hipercolesterolemia é considerada o principal fator de risco para doenças cardiovasculares em adultos. Na infância e adolescência, a elevação de colesterol total (CT) e colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) associam-se positivamente a marcadores de aterosclerose, entretanto, a triagem sistemática para dislipidemias nestes grupos é um tema controverso.

Objetivos: Caracterizar as frequências, tipos e gravidade de dislipidemias em crianças e adolescentes atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mantidas pelo SUS em Campinas/SP.

Métodos: A partir do convênio com a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas foram obtidos resultados consecutivos de perfis lipídicos séricos (n = 312.650) de indivíduos de ambos os sexos (n = 62.530), com idade entre 1 dia e 19 anos, entre 2008 e 2015. Grupos etários e dislipidemias foram classificados conforme recomendações da literatura. O nível de significância estatístico considerado significativo foi de p < 0,05.

Resultados: As frequências observadas de CT, triglicérides (TG), LDL-C e não HDL-C (NHDL-C) aumentados foram, respectivamente 33%, 40%, 29% e 13% e de redução do colesterol da lipoproteína de alta densidade (HDL-C) 39%, no total, sendo maiores no sexo feminino e nas regiões sudoeste e sul da cidade, mais vulneráveis do ponto de vista socioeconômico; já em infantes a de TG, e nos adolescentes a de HDL-C prevaleceram.

Conclusões: A alta frequência e a regionalização das dislipidemias em crianças e adolescentes apontam para a necessidade de ações específicas no manuseio e tratamento destas no âmbito do sistema público de saúde em Campinas. (Arq Bras Cardiol. 2020; 114(1):47-56)

Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares; Dislipidemias; Hipercolesterolemia; Criança; Adulto Jovem; Sistema Único de Saúde; Adolescente; Testes Laboratoriais.