ABC | Volume 115, Nº2, Agosto 2020

Artigo Original Mattos BP et al. Morte súbita na cardiomiopatia hipertrófica Arq Bras Cardiol. 2020; 115(2):197-204 Tabela 2 – Dados evolutivos de 90 pacientes com cardiomiopatia hipertrófica seguidos por 6±3 anos Insuficiência cardíaca Classe III/IV 20 (22%) Fibrilação atrial (n,%) 29 (32%) Ablação alcoólica do septo (n,%) 9 (10%) Miectomia cirúrgica (n,%) 3 (3%) Marca-passo (n,%) 6 (7%) Implante de CDI (n,%) 15 (17%) Choque apropriado CDI (n,%) 2 (2%) Morte súbita (n,%) 6 (7%) Morte por outras causas (n,%) 6 (7%) CDI: cardiodesfibrilador implantável. Tabela 3 – Distribuição dos preditores de morte súbita nas três faixas de risco da diretriz European Society of Cardiology 2014 Risco de MS p <4% ≥4%-<6 ≥6% (n = 67; 75%) (n = 11; 12%) (n = 12; 13%) Idade (anos) 64±11 60±17 57±13 0,156 História familiar de MS 14 (21%) 4 (36%) 5 (42%) 0,177 Síncope 6 (9%) 3 (27%) 7 (58%) 0,0001 EPMVE ≥30 mm 0 0 1 0,264 TVNS 3 (4%) 6 (54%) 8 (67%) 0,0001 Resposta anormal da PA ao exercício 8 (12%) 0 1 (8%) 0,595 Realce tardio à ressonância magnética 8 (12%) 1 (9%) 2 (17%) 0,822 Obstrução VSVE ≥30 mmHg 31 (46%) 7 (64%) 6 (50%) 0,649 Diâmetro do átrio esquerdo (mm) 46±7 48±9 48±8 0,545 Espessura parietal máxima do VE (mm) 17±3 21±2 21±8 0,002 Gradiente máximo VSVE (mmHg) 33±42 45±39 40±44 0,77 MS: morte súbita; EPMVE: espessura parietal máxima do ventrículo esquerdo; TVNS: taquicardia ventricular não sustentada; PA: pressão arterial; VSVE: via de saída do ventrículo esquerdo; VE: ventrículo esquerdo. Tabela 4 – Contribuição dos preditores de morte súbita para o cálculo do escore ESC HCM-Risk-SCD Baixo risco Médio risco Alto risco <4% ≥4% - <6% ≥ 6% Mediana p25 - p75 Mediana p25 - p75 Mediana p25 - p75 ESC HCM-Risk-SCD 1,88% 1,42 - 2,67 5,17% 4,89 - 5,70 7,82% 7,06 - 9,19 Espessura parietal máxima do VE 1,60% 1,25 - 2,02 3,20% 3,18 - 3,36 4,46% 4,07 - 5,09 Diâmetro do AE 0,97% 0,83 - 1,21 1,86% 1,67 - 2,40 2,48% 2,21 - 3,51 Gradiente na via de saída do VE 0,03% 0,01 - 0,24 0,34% 0,15 - 0,61 0,35% 0,02 - 1,00 História familiar de MS 0,00% 0,00 - 0,00 0,00% 0,00 - 0,70 0,00% 0,00 - 0,99 TVNS 0,00% 0,00 - 0,00 1,14% 0,00 - 1,30 1,64% 0,00 - 1,96 Síncope 0,00% 0,00 - 0,00 0,00% 0,00 - 1,09 1,41% 0,00 - 1,59 Idade -0,91% 0,8 - 1,13 -1,90% 1,12 - 2,03 -2,34% 1,49 - 2,73 ESC: European Society of Cardiology; VE: ventrículo esquerdo; AE: átrio esquerdo; MS: morte súbita; TVNS: taquicardia ventricular não sustentada. Comparação das diretrizes American College of Cardiology Foundation/American Heart Association 2011 e European Society of Cardiology 2014 De acordo com os critérios ACCF/AHA 2011, 43 (48%) pacientes receberam indicação de CDI Classe IIa, três (3%) Classe IIb e 44 (49%) Classe III. Com base na diretriz ESC 2014, 12 (14%) pacientes constituíram recomendação Classe IIa, 11 (12%) Classe IIb e 67 (74%) Classe III. A comparação dos graus de indicação de CDI entre as duas sistematizações revelou baixa concordância (Kappa = 0,355, p = 0,0001). O escore ESC HCM-risk-SCD reduziu a classe de recomendação de CDI em 32 (36%) pacientes, manteve em 57 (63%) e acrescentou status para implante em somente um (1%). Dos 43 (48%) indivíduos que receberam indicação IIa pela ACCF/AHA 2011 , 32 (74%) tiveram a recomendação 200

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