ABC | Volume 114, Nº5, Maio 2020

Posicionamento Posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia para Gravidez e Planejamento Familiar na Mulher Portadora de Cardiopatia – 2020 Arq Bras Cardiol. 2020; 114(5):849-942 4.7.1. Pontos-chaves ...............................................................................902 4.8. Hipertensão Arterial No Puerpério ....................................................902 4.8.1. Recomendações ............................................................................902 4.8.2. Pontos-chaves ...............................................................................903 4.9. Hipertensão na Gestação e Risco Cardiovascular Futuro ...................903 4.9.1. Pontos-chaves ...............................................................................903 5. Tratamento e Prevenção das Complicações Cardíacas ........................903 5.1. Arritmias Cardíacas ..........................................................................903 5.1.1. Epidemiologia ...............................................................................903 5.1.2. Apresentação Clínica ....................................................................903 5.1.3. Risco Materno-fetal ......................................................................904 5.1.4. Tratamento ....................................................................................904 5.1.5. Pontos-chaves ...............................................................................905 5.2. Tromboembolismo ............................................................................905 5.2.1. Epidemiologia ...............................................................................905 5.2.2. Fatores de Risco ............................................................................905 5.2.3. Trombofilias ..................................................................................906 5.2.4. Diagnóstico ...................................................................................907 5.2.4.1. Trombose Venosa Profunda .......................................................907 5.2.4.2. Dímero D ...................................................................................908 5.2.4.3. Ultrassonografia Venosa ............................................................908 5.2.4.4. Ressonância Magnética de Veias Ilíacas .....................................908 5.2.4.5. Tromboembolismo Pulmonar ....................................................908 5.2.4.6. Diagnóstico Diferencial .............................................................909 5.2.5. Tratamento ....................................................................................909 5.2.5.1. Consideração geral ....................................................................909 5.2.5.2. Uso da Heparina ........................................................................909 5.2.5.2.1. Doses Recomendadas ...............................................................909 5.2.5.2.2. Trabalho de Parto e Parto ..........................................................910 5.2.5.2.3. Puerpério .................................................................................910 5.2.5.2.4. Tempo de Anticoagulação .........................................................910 5.2.5.3. Filtros de Veia Cava Inferior .......................................................910 5.2.5.4. Trombólise .................................................................................911 5.2.6. Profilaxia .......................................................................................911 5.2.7. Pontos-chaves ...............................................................................911 5.3. Tratamento e Prevenção ...................................................................911 5.3.1. Insuficiencia Cardíaca ...................................................................911 5.3.2 Pontos-chaves ................................................................................914 5.4. Tratamento e Prevenção ...................................................................914 5.4.1. Endocardite Infecciosa ..................................................................914 5.4.2. Doença Reumática ........................................................................915 5.4.3. Pontos-chaves ...............................................................................915 5.5. Cirurgia Cardiovascular na Gravidez ..................................................915 5.5.1. Pontos-chaves ...............................................................................916 5.6. Intervenção Cardíaca Percutânea .....................................................916 5.6.1. Princípios Gerais ...........................................................................916 5.6.2. Intervenções Percutâneas Valvares ...............................................917 5.6.2.1. Valvoplastia por Cateter-Balão na Estenose Mitral ....................917 5.6.2.2. Estenose Aórtica .........................................................................917 5.6.2.3. Estenose Congênita da Valva Pulmonar .....................................917 5.6.2.4. Implante Percutâneo de Próteses Valvares ................................917 5.6.2.5. Procedimento de “Valve in Valve” na Disfunção de Prótese Biológica .....................................................................................917 5.6.2.6. Angioplastia Coronariana ..........................................................917 5.6.3. Pontos-chaves ...............................................................................918 5.7. Emergências Cardiológicas ...............................................................918 5.7.1. Insuficiência Cardíaca Aguda .......................................................918 5.7.2. Arritmia .........................................................................................919 5.7.3. Infarto Agudo do Miocárdio .........................................................920 5.7.4. Síndrome Aórtica Aguda ...............................................................921 5.7.5. Trombose de Prótese Valvar .........................................................921 5.7.6. Parada Cardiorrespiratória ...........................................................921 5.7.7. Pontos-chaves ...............................................................................922 6. Planejamento Familiar ........................................................................922 6.1. Aconselhamento à Gravidez e Estratificação de Risco Materno ........922 6.1.1. Pontos-chaves ...............................................................................924 6.2. Contracepção Na Paciente com Doença Cardiovascular ...................924 6.2.1. Diferentes Métodos Anticoncepcionais ........................................924 6.2.2. Critérios de Elegibilidade Médica .................................................925 6.2.3. Contracepção em Diferentes Condições ......................................926 6.2.3.1. Hipertensão ...............................................................................926 6.2.3.2. Diabetes Melito ..........................................................................926 6.2.3.3. Doença Valvar ............................................................................927 6.2.3.4. Evento Cardiovascular Prévio ....................................................927 6.2.3.5. Obesidade ..................................................................................928 6.2.3.6. Cardiopatia Congênita ...............................................................928 6.2.3.7. Hipertensão Pulmonar ...............................................................928 6.2.4. Contracepção na Adolescência .....................................................928 6.2.4.1. Pontos-chaves ............................................................................929 6.3. Aspectos Bioéticos ............................................................................929 Referências .............................................................................................930 1. Introdução O Departamento de Cardiologia da Mulher (DCM) apresenta este documento, elaborado de acordo com as normas estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com a finalidade de discutir sobre as patologias cardiovasculares mais prevalentes que acometem a mulher durante o ciclo gravídico-puerperal e para as quais não existem evidências substanciais ou ensaios clínicos randomizados. Com o apoio da SBC, o então Departamento de Cardiopatia e Gravidez publicou, em 1999, o 1° Consenso sobre Cardiopatia e Gravidez e Planejamento Familiar, pioneiro no mundo, que atraiu a atenção para a evolução da gestação em cardiopatas, quando a máxima vigente era “mulheres com doenças cardíacas não devem engravidar porque a mortalidade materna é proibitiva”. Passados 10 anos, a experiência daquele departamento, hoje DCM, exigiu que fossem reconsideradas as restrições da gravidez em cardiopatas. Então, foi publicada, em 2009, a Diretriz para Gravidez da Mulher Portadora de Cardiopatia, divulgando as estratégias terapêuticas disponíveis na época, específicas e adequadas a cada situação clínica. Após duas décadas da primeira publicação, o DCM revalida seu compromisso publicando o 1º Posicionamento paraGravidez e Planejamento Familiar na Mulher Cardiopata, resultado da experiência e do empenho de especialistas que trabalham na elaboração de protocolos que contribuem para decisões terapêuticas durante o período gestacional, bem como para aconselhamento no planejamento familiar da mulher cardiopata. A taxa de mortalidade materna de um país é um dos mais sensíveis indicadores das condições de vida de uma população e reflete, particularmente, a qualidade da assistência de saúde prestada à mulher no pré-natal. Embora ainda aquém das metas estimadas para este milênio, nas três últimas décadas o Brasil registrou importante redução no coeficiente de mortalidade materna em decorrência de complicações durante o ciclo gravídico-puerperal. Incidindo em 4% das gestações, a cardiopatia, por si só, continua sendo, no mundo, a principal causa não obstétrica de morte materna. Entretanto, o avanço da cardiologia no aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico e das alternativas terapêuticas tem favorecido uma mudança significativa no prognóstico das doenças cardiovasculares e nas características das cardiopatias que ocorrem na idade 853

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