ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020
Artigo Original Campos et al. Recorrência da síndrome de takotsubo Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):477-483 Tabela 2 – Características dos estudos selecionados Referência População estudada Nível de significância adotado Taxa de recorrência (recorrência N/N total) Dados analisados com possível associação de recorrência Looi et al., 9 Pacientes internados no Middlemore Hospital, Auckland City Hospital e North Shore Hospital, Auckland, Nova Zelândia. p < 0,05 7% (7/100) – Tempo entre manifestações: as recidivas ocorreram de 99 a 679 dias após o primeiro episódio, sendo mais frequentes no primeiro ano. – Fator desencadeante: 57% dos pacientes com recidiva apresentaram estresse emocional como gatilho. – Características clínicas: a recorrência nos pacientes com supradesnivelamento do segmento ST não foi maior quando comparada aos pacientes que não apresentaram supradesnivelamento do segmento ST (7,4 e 6,3%, respectivamente); p = 1,00. – Medicações em uso: 4 (57%) dos pacientes usaram BB na recorrência. Templin et al., 3 Pacientes obtidos através do banco de dados da Clínica Mayo. Pacientes com SCA de Zurique Registro de Síndrome Coronariana Aguda. p < 0,05 3,26% (57/1750) – Tempo entre manifestações: a recorrência ocorreu de 25 dias a 9,2 anos após o primeiro episódio. – Medicações em uso: 29 pacientes (50,8%) usaram BB durante o segundo episódio. Patel et al., 10 Pacientes obtidos através do banco de dados da Clínica Mayo. p < 0,05 para homens versus mulheres p < 0,25 para comparação com mulheres ≥ 50 anos de idade (devido a comparações múltiplas) 3,13% (7/224) – Sexo: não houve recidivas em homens e todas as 7 recidivas foram em mulheres (14,8%) – Idade: a recorrência em mulheres com idade < 50 anos foi mais prevalente em relação à recorrência em mulheres com idade ≥ 50 anos (16 e 3%, respectivamente; p = 0,017). Elesber et al., 11 Pacientes diagnosticados com STT submetidos ao banco de dados do centro de cateterismo da Clínica Mayo. p < 0,05 11,4% (10/100) – Tempo entre manifestações: 4,4 ± 4,6 anos em média entre os episódios, com maior taxa de recorrência nos primeiros 4 anos em comparação aos anos subsequentes (2,9 e 1,3% ao ano, respectivamente). – Medicações em uso: recorrência em pacientes em uso X sem uso de: aspirina (60x67%), p = 0,67; IECA/BRA (60x51%), p = 0,59; BB (80x52%), p = 0,10; Estatinas (40x33%), p = 0,67. Vriz et al., 12 Pacientes no Hospital Comunitário de San Antonio (San Daniele del Friuli, Udine, Itália). p < 0,05 21,7% (5/23) – Idade: mais frequente em pacientes idosos. – Tempo entre manifestações: a recorrência ocorreu em média 105,4 ± 82,92 dias após o primeiro episódio, sendo mais frequente nos primeiros 3 meses. – Características clínicas: recorrência mais frequente em pacientes com menor FEVE, PAS mais baixa e pico de troponina mais alto. – Medicações em uso: a terapia com BB não impediu a recorrência. Nishida et al., 13 Pacientes do banco de dados do Registro BOREAS. p < 0,05 2,8% (7/251) Características clínicas: IMC baixo, hipercontratilidade ventricular média e comprometimento ventricular direito foram associados a uma maior taxa de recorrência da STT (p = 0,048, 0,01 e 0,06, respectivamente). As HRs de recorrência para IMC (por aumento de 1 kg/cm 2 ) e OMV foram 0,75 (IC 95% 0,54–0,99) e 14,71 (IC 95% 1,87–304,66), respectivamente. BB: betabloqueador; SCA: síndrome coronariana aguda; TTS: síndrome de Takotsubo; IECA: inibidor da enzima de conversão da angiotensina; BRA: bloqueador do receptor da angiotensina II; FEVE: fração de ejeção do ventrículo esquerdo; PAS: pressão arterial sistólica; IMC: índice de massa corporal; HR: taxas de risco; IC: intervalo de confiança; OMV: obstrução microvascular. 480
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