ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020

Artigo Original Campos et al. Recorrência da síndrome de takotsubo Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):477-483 Tabela 1 – Escore e porcentagem da qualidade dos artigos com base nos critérios do STROBE ( Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology ) Referência Design do estudo Publicação Pontos no STROBE % Looi et al., 9 Coorte prospectiva. Journal of Heart, Lung and Circulation. 18 81,8 Templin et al., 3 Caso-controle. The New England Journal of Medicine. 19 86,3 Patel et al., 10 Coorte retrospectiva. Journal of Cardiac Failure. 19 86,3 Elesber et al., 11 Coorte retrospectiva. Journal of the American College of Cardiology. 19 86,3 Vriz et al., 12 Coorte prospectiva. Journal of Cardiovascular Medicine. 18 81,8 Nishida et al., 13 Caso-controle. Heart and Vessels. 20 90,9 As recorrências ocorreram entre 99 e 679 dias após o primeiro episódio. Todas as recidivas ocorreramdentro de dois anos após o primeiro episódio, sendo mais frequentes no primeiro ano. Em quatro dos sete pacientes que apresentaram recorrências (57%), os eventos iniciais e subsequentes foram desencadeados por estresse emocional. Quatro dos sete pacientes que tiveram recorrências já estavam usando um BB no segundo episódio. Templin et al. 3 apresentaram um estudo caso-controle com 1.750 pacientes com STT, segundo os critérios de Mayo. Desses, 455 pacientes foram pareados por idade e sexo com pacientes diagnosticados com síndrome coronariana aguda (SCA) e que tiveram seus dados obtidos no Registro de Síndrome Coronariana Aguda de Zurique. Durante um período de acompanhamento de 17 anos, 57 pacientes com STT tiveram recorrências, representando uma taxa de recorrência de 1,8% por paciente-ano. O segundo episódio ocorreu de 25 dias a 9,2 anos após o primeiro. Um total de 29 dos 57 pacientes com recorrências (50,8%) estavam em terapia com BB no momento do episódio recorrente. No estudo de coorte retrospectivo de Patel et al. 10 224 pacientes diagnosticados com STT tiveram seus dados obtidos no banco de dados da Clínica Mayo por um período de 10 anos. Apenas 7 episódios recorrentes foram documentados. Nenhum dos homens teve recorrência do STT. Durante um seguimento médio de 3,5 anos, 2 mulheres com menos de 50 anos (16%) e 5 mulheres com 50 anos ou mais (3%) desenvolveram recorrência do STT (p = 0,017). Elesber et al. 11 estudaram uma coorte retrospectiva e analisaram dados de 100 pacientes diagnosticados com STT ao longo de um período de 16 anos e 11 meses. A taxa de recorrência foi de 11,4% em um tempo médio de acompanhamento de 4,4±4,6 anos, sendomaior nos primeiros 4 anos (2,9% ao ano) e diminuindo para cerca de 1,3% ao ano no tempo subsequente do segmento. Não houve diferença entre Figura 1 – Fluxograma Prisma da seleção dos estudos para a composição da revisão sistemática. 164 artigos identificados (PubMed: 154; LILACS: 6; SciELO: 4). 4 artigos selecionados a partir das referências de outros artigos. 160 artigos após a exclusão de duplicatas. 88 artigos após análise dos títulos. 13 artigos após análise dos resumos. 6 estudos selecionados após a leitura completa. 72 removidos – 1 por estar escrito em alemão; – 29 por estarem identificados como estudos não observacionais – 42 por não atenderem ao objetivo proposto. 75 removidos – 9 por não estarem escritos em inglês; – 48 por estarem identificados como estudo não observacional; – 4 por não apresentarem taxa de recorrência de pelo menos 3% e/ou cinco ou mais pacientes com recidiva; – 14 por não atenderem ao objetivo proposto. 7 eliminados Por não atendem a pelo menos 80% da lista de verificação dos critérios STROBE 479

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