ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020
Minieditorial Carvalho e Azevedo Fenômeno de fluxo lento coronariano - adicionando fibrose miocárdica à equação Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):552-553 elevados de NT-pro-BNP se correlacionaram com angina e infradesnivelamento do segmento ST em pacientes com FLC durante testes em esteira. No entanto, nenhuma anormalidade foi observada durante o teste ergométrico em nenhum paciente deste estudo. Novamente, embora os autores demonstrem uma associação de NT-pro-BNP com FLC e fibrose miocárdica, acreditamos que nenhuma relação causal definitiva possa ser estabelecida com base nos dados apresentados. Em geral, este é um trabalho interessante de Candemir et al., 8 utilizando a RMC para estudar uma condição ainda obscura. Achamos muito interessante que a RMC tenha permitido a detecção de fibrose miocárdica em um subgrupo de pacientes com FLC sem história prévia de infarto do miocárdio. A identificação de cicatrizes miocárdicas utilizando imagens de realce tardio é uma poderosa ferramenta prognóstica em múltiplas cardiomiopatias, isquêmicas e não isquêmicas. Embora pequeno em tamanho, este estudo de Candemir et al., 8 abre novas possibilidades de pesquisa para responder se há causalidade na associação entre FLC e fibrose miocárdica e se a presença de fibrose miocárdica nesses pacientes tem alguma implicação prognóstica ou se, por exemplo, está associada a uma maior probabilidade de arritmias malignas. Por outro lado, pesquisas futuras utilizando novas técnicas de RMC para caracterização de tecidos, incluindo o mapeamento de T1 e T2, também podem ajudar a esclarecer essa condição ainda pouco compreendida. 1. Tambe AA, DemanyMA, Zimmerman HA, Mascarenhas E. Angina pectoris and slow flow velocity of dye in coronary arteries—A new angiographic finding. AmHeart J . 1972;84(1):66-71. 2. Wang X, Nie S-P. The coronary slow flow phenomenon: characteristics, mechanisms and implications. Cardiovasc Diagn Ther . 2011;1(1):37-43. 3. Fineschi M, Gori T. Coronary Slow-Flow Phenomenon or Syndrome Y. J Am Coll Cardiol . 2010;56(3):239-40. 4. Beltrame JF, Limaye SB, Horowitz JD. The Coronary SlowFlowPhenomenon – A New Coronary Microvascular Disorder. Cardiology . 2002;97(4):197- 202. 5. Saya S, Hennebry TA, Lozano P, Lazzara R, Schechter E. Coronary Slow Flow Phenomenon and Risk for Sudden Cardiac Death Due to Ventricular Arrhythmias: A Case Report and Review of Literature. Clin Cardiol . 2008;31(8):352-5. 6. Yurtdaş M, Özcan IT, Çamsari A, Cice KD, Tamer L, Cin VC. NT-pro-BNP levels and their response to exercise in patients with slow coronary flow. Arq Bras Cardiol . 2012;99(6):1115-22. 7. Fineschi M, Bravi A, Gori T. The “slow coronary flow” phenomenon: Evidence of preserved coronary flow reserve despite increased resting microvascular resistances. Int J Cardiol . 2008;127(3):358-61. 8. Candemir M, Sahinarslan A, Yazol M, Oner YA, Boyaci B. Determinação do tecido cicatricial do miocádio no fenômeno de fluxo coronário lento e a relação entre quantidade de tecido cicatricial e o Nt-Pro Bnp. Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):540-551 9. Sara L, Szarf G, Tachibana A,Shiozaki AA, Villa AV, Oliveira AC, et al. II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia. Arq Bras Cardiol . 2014;103(6):1-86. 10. Wu KC, Kim RJ, Bluemke D, Rochitte CE, Zerhouni EA, Becker LC, et al. Quantification and time course of microvascular obstruction by contrast-enhanced echocardiography and magnetic resonance imaging following acute myocardial infarction and reperfusion. J Am Coll Cardiol. 1998;32(6):1756-64. 11. Kim HW, Farzaneh-Far A, Kim RJ. Cardiovascular Magnetic Resonance in Patients With Myocardial Infarction. Current and Emerging Applications. J Am Coll Cardiol . 2009;55(1):1-16. 12. Azevedo CF, Nigri M, Higuchi ML, Pomerantzeff PMA, Spina G, Sampaio R, et al. Prognostic significance of myocardial fibrosis quantification by histopathology and magnetic resonance imaging in patients with severe aortic valve disease. J Am Coll Cardiol. 2010;56(4):278-87. 13. Azevedo Filho CF de, Hadlich M, Petriz JLF, Mendonça LA, Moll Filho JN, Rochitte CE. Quantificação damassa infartada do ventrículo esquerdo pela ressonânciamagnéticacardíaca:comparaçãoentreaplanimetriaeométodo de escore visual semi-quantitativo. Arq Bras Cardiol . 2004;83(2):111-7. 14. Carvalho FP de, Erthal F, Azevedo CF. The Role of CardiacMR Imaging in the Assessment of Patients with Cardiac Amyloidosis. Magn Reson Imaging Clin N Am . 2019;27(3):453-63. 15. de Carvalho FP, AzevedoCF. Comprehensive Assessment of Endomyocardial Fibrosis with Cardiac MRI: Morphology, Function, and Tissue Characterization. RadioGraphics . Jan. 2020:190148. 16. Haaf P, Balmelli C, Reichlin T, Twerenbold R, Reiter M, Meissner J,et al. N-terminal Pro B-type Natriuretic Peptide in the Early Evaluation of Suspected Acute Myocardial Infarction. Am J Med . 2011;124(8):731-9. Referências Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença de atribuição pelo Creative Commons 553
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjM4Mjg=