ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020

Artigo Original Candemir et al. Fluxo Lento e Imagem por Ressonância Magnética Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):540-551 grupo com fluxo lento na DAE, e 16 pacientes com fluxo coronário normal foram incluídos no grupo controle (Figura 1). Os pacientes do grupo controle foram comparados, quanto aos fatores de risco, aos indivíduos dos grupos de pacientes. A idade média dos pacientes era de 50,3 ± 10,7, e 6 dos 35 pacientes (17%) eram mulheres. Onze pacientes (31%) eram diabéticos, 9 pacientes (25%) eram hipertensos, 5 pacientes (14%) eram dislipidêmicos, 18 pacientes (51%) eram tabagistas e 8 pacientes (22%) tinham histórico familiar positivo (Tabela 1). A principal queixa de todos os pacientes era dor torácica. O ECG de todos os pacientes mostrou ritmo sinusal. A frequência cardíaca variou entre 64 e 92 bpm. A frequência cardíaca média foi 74 bpm. Além disso, não houve sinal de isquemia, hipertrofia ou arritmia ao ECG. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo e outros achados ecocardiográficos dos pacientes estavam normais. Adicionalmente, os testes de esforço de todos os pacientes foram negativos. A troponina de alta sensibilidade foi medida antes e depois da angiografia coronária em todos os pacientes. Todos os valores ficaram abaixo do valor limite e não houve aumento nos valores de troponina após a angiografia. O tempo de intervalo entre os exames de RMC e a angiografia coronária dos pacientes não deveria ser superior a 21 dias. Quando os pacientes com fluxo lento foram comparados com o grupo controle, nenhuma diferença significativa foi observada nos valores de NT-proBNP (p=0,247). Os resultados positivos da RMC foram significativamente mais comuns nos pacientes com fluxo lento (p=0,001) (Table 1). Tecido cicatricial foi observado em níveis variáveis no ápice cardíaco de 7 pacientes (Figuras 2 e 5) e nas regiões inferior e inferolateral em 3 pacientes (Figures 3, 4, 6, 7 and 8). Nenhum tecido cicatricial foi observado em 9 pacientes (Figure 9). As características demográficas e os graus de fluxo TIMI não foram diferentes no grupo positivo à RCM quando comparado com o grupo negativo à RMI. (Tabela 2). Os níveis de NT-proBNP foram estatisticamente significativos nos pacientes com fluxo lento e tecido cicatricial à RMC (p=0,022) (Tabela 2). Todos os indivíduos completaram o teste ergométrico usando o protocolo Bruce. Todos os pacientes apresentaram capacidade aeróbica acima de 7 METs. Os testes de esforço Figura 1 – Seleção de pacientes. RMC: imagem por ressonância magnética cardíaca. 543

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