ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020
Artigo Original Vieira et al. Avaliação de isquemia miocárdica com iFR Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):256-264 Tabela 2 – Modelos de regressão logística Variável Estimativa Erro padrão Razão de chances (IC 95%) p Modelo 1 (Intercepto) 7,8161 3,0611 0,0107 Diabetes mellitus 0,4511 0,6360 1,570 (0,451; 5,461) 0,4782 Dislipidemia 0,9722 0,7391 2,644 (0,621; 11,256) 0,1884 Lesão Moderada -1,5000 0,5819 0,223 (0,071; 0,698) 0,0099 iFR -9,7182 3,4198 0,000 (0,000; 0,049) 0,0045 Modelo 2 (Intercepto) 9,7209 2,8715 0,0007 Lesão Moderada -1,2414 0,5389 0,289 (0,100; 0,831) 0,0212 iFR -10,9861 3,2441 0,000 (0,000; 0,010) 0,0007 IC: intervalo de confiança. Figura 2 – Árvore de classificação para o modelo 1, observando-se a colocação dos stents em 69,2% dos pacientes com iFR ≤ 0,87; e em 17,4% dos pacientes com iFR > 0,87. iFR p < 0,001 1 Node 2 (n = 26) Node 3 (n = 69) > 0,87 ≤ 0,87 69,2% 30,8% 17,4% 82,6% 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 0 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 A análise da fisiologia coronariana como requisito para a avaliação prognóstica de lesões moderadas provavelmente será incorporada na prática clínica, especialmente considerando-se o iFR como alternativa ao FFR, por ser de mais fácil e rápida execução, e evitar os efeitos colaterais proporcionados pela infusão dos vasodilatadores, condições requeridas especialmente na presença de DAC com apresentação aguda. 13 Nesse contexto, esse estudo corrobora os achados da literatura, 9,24 onde a análise da reserva de fluxo instantâneo (iFR) permitiu que as lesões moderadas pela angiografia coronariana, onde havia a discordância entre os métodos anatômicos e funcionais, fossem reclassificadas, e em cerca de 58% delas não ocorresse a colocação de stents . Há que se ressaltar que a utilização do iFR auxiliou na tomada de decisão terapêutica, com implante de stent , nas lesões com obstruções moderadas em pacientes portadores de DAC estável e nas lesões não culpadas dos portadores de IAM com e sem supra de ST. Análise combinada dos resultados dos estudos DEFINE-FLAIR e iFR- SWEDEHEART, 13 com 440 pacientes com síndrome coronariana aguda, demonstrou vantagem relativa do emprego do iFR nesses pacientes, sendo necessários estudos mais robustos para confirmação desse achado. No iFR-SWEEDHEART 17,3% dos pacientes do estudo apresentavam IAM sem supra de ST e 21,3% angina instável, caracterizando 38% de pacientes com SCA, enquanto no estudo DEFINE-FLAIR foram incluídos também pacientes com IAM com supra de ST, sendo 3,9% no grupo iFR e 3,4% no grupo FFR, nos quais o vaso não culpado foi analisado pelo menos 48h após o evento agudo. Uma grande dificuldade na análise angiográfica é a quantificação funcional isquêmica de cada lesão na presença de lesões sequenciais, 25 como ocorre frequentemente na artéria coronária descendente anterior (DA), sendo que o FFR também não está validado neste cenário. Em nosso estudo, 8 pacientes (15%), apresentavam 2 ou 3 lesões sequenciais em DA, totalizando 17 lesões abordadas pelo iFR, sendo quantificada separadamente o componente isquêmico de 260
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