ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020
Artigo Original Vieira et al. Avaliação de isquemia miocárdica com iFR Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):256-264 Figura 1 – Fluxograma do estudo demonstrando as lesões tratadas após decisão do Heart Team. Pacientes com ausência ou discordância entre exames funcionais não invasivos e anatomia coronaria. 78 pacientes Análise da conduta pelo heart team Análise funcional Invasiva pelo iFR 52 pacientes (iFR ≤ 0,89 positivo para isquemia) Outra conduta diagóstica ou terapêutica 26 Pacientes Inclusão no estudo 52 pacientes/96 lesões Lesões moderadas 56 lesões Mediana de iFR = 0,92 15,5% tratadas com stent Lesões graves 40 lesões Mediana de iFR = 0,79 52,5% tratadas com stent Lesões tratadas por Revascularização Cirúrgica pós análise funcional. 3 lesões - 3,1% Lesões com iFR positivo não tratadas por nenhum tipo se revascularização 3 lesões (paceinte pré TAVI) 3,1% idade foi feita através da média e desvio-padrão, sendo também apresentado o valor máximo, mínimo e a mediana. A normalidade da variável idade foi constatada pelo teste de Shapiro-Wilk (p = 0,3663). A normalidade do IFR não foi comprovada pelo teste de Shapiro-Wilk (p < 0,0001), sendo apresentada como mediana, e intervalo interquartil. A regressão logística foi empregada inicialmente com o uso do elastic net 17 método de seleção de variáveis, que identifica grupos de preditores fortemente correlacionados. O Elastic net é útil quando o número de preditores (P) é muito maior do que o número de observações (n). Este modelo teve como variável desfecho a necessidade de emprego de stent . As variáveis independentes empregadas foram: idade, sexo, e a presença de comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemias, tabagismo, história familiar, obesidade e presença de IAM prévio. Foram construídos dois modelos de regressão logística com as variáveis selecionadas pelo elastic net . Foi construída ainda uma Árvore de Classificação não paramétrica, 18 útil para encontrar possíveis interações entre os preditores e por sua fácil interpretação visual. Os nós terminais apresentam os gráficos de barras para o desfecho emprego do stent. Adicionalmente, empregou-se a Curva Roc para avaliar a sensibilidade e 1-especificidade do ponto de corte para os valores do iFR, estabelecido pela árvore de classificação. Gráficos do tipo Box Plot 19 foram construídos para demonstrar a distribuição dos valores do iFR para as lesões moderadas e graves, considerando o emprego dos stents. O pacote R foi usado para a construção dos cálculos estatísticos. 20 Para a implementação das árvores de classificação foi utilizado o pacote partykit 21,22 do software R. Valor de (p < 0,05) foi considerado para significância estatística. Resultados Características dos pacientes A avaliação por iFR, foi realizada em 96 lesões obstrutivas de 52 pacientes, com média de 1,85 lesões/paciente. A variável contínua iFR, apresentou mediana igual a 0,93 (primeiro quartil 0,855; terceiro quartil 0,97). Dessas 56 foram consideradas moderadas (58,3%) e 40 graves (41,7%) por medição da porcentagem de diâmetro da estenose através de estimativa visual. A Figura 1 demonstra o fluxograma do estudo. O percentual total de lesões tratados com stent, foi de 30%, e 6,2% deixaram de recebem stent apesar da positividade para isquemia na análise funcional, sendo: 3,1% por indicação de cirurgia de revascularização devido a anatomia coronariana, e 3,1% por implante associado de transcateter de valva aórtica (TAVI), estas decisões foram tomadas por conduta terapêutica do Heart Team. 258
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