ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020

Ponto de Vista Lopes et al. Tratamento da estenose aórtica do idoso no Brasil Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):313-318 pública, continuou largamente pormenorizada em tabela, ao longo de várias páginas (por exemplo, as páginas 17, 18 e 19), induzindo o leitor à conclusão imprecisa de que aquela ainda seria a estimativa que a comissão considerou correta. A nova estimativa reduziu o impacto orçamentário em mais de 300 milhões de reais por ano. A Conitec considerou que o impacto orçamentário ainda seria elevado, mas não indicou com clareza quais seriam os patamares considerados aceitáveis. Tampouco, explicitou os motivos pelos quais abandonou a sua primeira estimativa de impacto orçamentário, sem com isso ter adotado a nova estimativa apresentada pela demandante, a qual se baseou na realidade assistencial brasileira por meio de seu painel de especialistas, indicando um impacto bem mais factível tendo em vista o orçamento do Ministério da Saúde e a oferta de procedimentos médicos pelo SUS à população brasileira. Em vez disso, foram primariamente considerados para análise dados oriundos de estimativas de outros países. Na página 25 do relatório final da Conitec, sem uma clara conexão com o restante do parecer, está a estimativa de impacto orçamentário, a qual é passível de diversas críticas, além das explicitadas. Primeiramente, deve-se ressaltar que foi citado o estudo de Wood, 13 o qual mostra a estimativa de crescente utilização de TAVI na Europa, com uma taxa anual de 40,9 milhões de habitantes, que seria proporcional a 8.025 procedimentos/ano no caso brasileiro. Figura 2 – Taxa de mortalidade em todas as idades por estenose aórtica não reumática no Brasil de 1990 a 2017 (Global Burden of Disease 2017). 7 Figura 3 – Mortalidade proporcional por estenose aórtica não reumática no Brasil, de 1990 a 2017 (Global Burden of Disease 2017). 7 315

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