ABC | Volume 114, Nº1, Janeiro 2020

Artigo de Revisão Fernandes et al. Insuficiência cardíaca com fração ejeção preservada Arq Bras Cardiol. 2020; 114(1):120-129 Tabela 1 – A) Principais estudos realizados na IC-FEp com fármacos eficazes no tratamento da IC-FEr; B) Novos fármacos e novas abordagens na IC-FEp A Ensaio Clínico Ano Intervenção Nº sujeitos Principais características Duração estudo Principais conclusões Beta-bloqueadores SENIORS 9 2005 Nebivolol vs. placebo 2.128 ≥ 70 anos, FEVE média de 36%, 35% com FEVE > 35%, 68% DAC 1,8 anos Bem tolerado e efetivo na redução da mortalidade e hospitalização CV (HR 0,86, IC95% 0,74–0,99; p = 0,039) IECAs/ARAs CHARM Preserved 13 2003 Candesartan vs. placebo 3.023 > 18 anos, FEVE > 40%, NYHA II-IV 3 anos Tendência para redução da mortalidade CV e hospitalização por IC ( unadjusted HR 0,89 [95%CI 0.77‑1.03], p = 0.118; covariate adjusted 0.86 [0.74-1.0], p = 0.051) PEP-CHF 14 2006 Perindopril vs. placebo 850 ≥ 70 anos, IC sob diuréticos, disfunção diastólica, sem disfunção sistólica ou valvular 2,1 anos Sem diferença na mortalidade ou hospitalização (HR 0,92 IC95% 0,70-1,21, p = 0,545). Alguma melhoria dos sintomas, capacidade de exercício e hospitalização por IC no 1º ano de seguimento (doentes mais jovens e com IAM ou HTA) I-PRESERVE 12 2008 Irbesartan vs. placebo 4.128 >60 anos, FEVE > 45%, NYHA II-IV 4,1 anos Sem melhoria da mortalidade ou hospitalizações CV (HR IC95% 0,86–1,05, p = 0,35) Enalapril 15 2010 Enalapril vs. placebo 71 70 ± 1 anos (80% mulheres), FEVE ≥ 50%, IC compensada e HTA controlada 1 ano Sem impacto na capacidade de exercício (p = 0,99), distensibilidade aórtica (p = 0,93), volume e massa ventricular (p = 1) ou qualidade de vida (p = 0,07) ARM Aldo –DHF 16 2013 Espironolactona vs. placebo 422 ≥ 50 anos, FEVE ≥ 50%, NYHA II-III, disfunção diastólica 1 ano Melhoria da função diastólica (E/e' p < 0,001, remodelagem ventricular p = 0,09 e ativação neurohormonal p = 0,03). Sem melhoria da capacidade de exercício, sintomas ou qualidade de vida (p = 0,03) TOPCAT 17 2014 Espironolactona vs. placebo 3.445 ≥ 50 anos, FEVE ≥ 45%, IC sintomática, internamento há <1 ano ou elevação dos peptídeos natriuréticos 3,3 anos Sem redução da mortalidade CV, paragem cardíaca ou hospitalização por IC (HR 0,89; IC95% 0,77 to 1,04; p = 0,14). Algum benefício em caso de elevação dos peptídeos natriuréticos INRA PARAMOUNT 19 2012 Sacubitril/ valsartan vs. valsartan 301 FEVE≥45%, NYHA II-III e NT-proBNP > 400 pg/ml 12 e 36 semanas Redução do NT-proBNP às 12s (HR 0,77, IC95% 0,64-0,92, p = 0,005); redução do volume da AE (p = 0,003) e melhoria da classe NYHA (p = 0,05) às 36s PARAGON 20 2019* Sacubitril/ valsartan vs. valsartan 4.300 FEVE ≥ 45%, NYHA II-IV, elevação dos peptídeos natriuréticos e doença cardíaca estrutural >2 anos Avaliação da mortalidade cardiovascular e hospitalizações por IC Ivabradina Inibidores correntes If 22 2013 Ivabradina vs. placebo 61 FEVE ≥ 50%, disfunção diastólica, NYHA II-III, ritmo sinusal, FC ≥ 60 bpm, capacidade exercício < 80% para idade e género 7 dias Aumento da capacidade de exercício (p = 0,001), com melhoria do status hemodinâmico durante o mesmo (p = 0,004); melhoria da pressão de enchimento do VE (p = 0,02) EDIFY 21 2017 Ivabradina vs. placebo 179 FEVE ≥45%, NYHA II-III, ritmo sinusal, FC ≥ 70 bpm, NT‑proBNP ≥ 220 pg/mL (BNP ≥ 80 pg/mL) 8 meses Sem melhoria da função diastólica (HR 1,4 IC90% 0,3-2,5, p = 0,135), capacidade exercício (p = 0,882) ou redução NT-proBNP (FC 1,01, IC95% −0,86-1,19; p = 0,882) 123

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