ABC | Volume 114, Nº1, Janeiro 2020
Artigo Original Brianezi et al. Efeitos do treinamento físico sobre o miocárdio Arq Bras Cardiol. 2020; 114(1):100-105 Tabela 1 – Anticorpos utilizados para detecção de proteínas Anticorpo Diluição Marcação Função Fabricante MMP2/72KDa 1:250 Citoplasma Remodelamento do colágeno sc-10736, Santa Cruz® MMP9/KDa 1:300 Citoplasma Remodelamento do colágeno sc-6840, Santa Cruz® COX 2 1:100 Citoplasma Inflamação sc-1745 P, Santa Cruz® 8-OHdG 1:100 Citoplasma Estresse oxidativo sc-66036, Santa Cruz® Discussão A atividade física é reconhecida como importante tratamento não farmacológico para várias doenças e condições, inclusive para a dislipidemia e a menopausa. Estudos apontam que as fibras colágenas estão presentes no processo de remodelamento do miocárdio, que ocorre devido ao envelhecimento e a outros fatores. 17,18 Nossos dados mostram que, no miocárdio, a expressão das fibras colágenas de tipo III não apresentaram diferenças entre os grupos e parâmetros. Em relação ao colágeno tipo I, a ovariectomia e o treinamento trouxeram uma diminuição dos níveis apresentados em relação ao grupo controle ovariectomizado sedentário. Resultados similares aos encontrados neste estudo verificaram a mesma variável em animais após um período de obesidade induzida por uma dieta rica em gordura insaturada. 19 Curiosamente, os achados relatados neste artigo possuem resultados semelhantes apenas mediante à atividade física proposta. Outro estudo no qual o infarto agudo do miocárdio foi induzido em ratos, observou‑se o aumento gradativo do colágeno tipos I e III no perído de 4 semanas. A cinética do aumento do colágeno I/III, em Tabela 2 – Comparação da ciclo-oxigenase-2, densidade de volume das fibras colágenas I e metaloproteinase tipo 9, com os grupos estudados Variáveis CS COS COT LDL-S LDL-OS LDL-OT p* COX-2 35,0 (23,9; 46,3) 46,5 (44,2; 79,7) 46,1 (31,3; 47,7) 47,7 (45,8; 63,1) 87,8 (42,5; 92,4) 49,4 (49,1; 50,9) 0,232 Vv [fc I] 0,21 (0,21; 0,43) 0,43 (0,21; 0,43) - - 0,21 (0,0; 0,41) A,B,C 0,0 (0,0; 0,21) A,B,C < 0,001 MMP9 44,7 (40,1; 44,8) 40,9 (39,8; 45,6) 53,9 (48,6; 66,2) 53,0 (38,3; 58,1) 42,2 (27,3; 53,7) 64,1 (45,5; 93,9) 0,169 * Kruskal-Wallis. Dados expressos em mediana e percentis 25% e 75%. COX-2: ciclo-oxigenase-2; Vv [fc I]: densidade de volume das fibras de colágeno I; MMP 9: Metaloproteinase tipo 9; CS: controle não-ovariectomizado sedentário; COS: controle ovariectomizado sedentário; COT: controle ovariectomizado treinado; LDL-S: nocaute LDL ovariectomizado não sedentário; LDL-OS: nocaute sedimentar ovariectomizado de LDL; LDL-OT: nocaute LDL ovariectomizado treinado. A: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo COS; B: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo TOC; C: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo LDL-S. Figura 1 – Imunoexpressão de proteínas. CS: controle sedentário não-ovariectomizado; COS: controle ovariectomizado sedentário; COT: controle ovariectomizado treinado; LDLr-S: LDLr Knockout não sedentário ovariectomizado; LDLr-OS: LDLr Knockout ovariectomizado sedentário; LDLr-OT: LDLr Knockout ovariectomizado treinado. 103
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