ABC | Volume 114, Nº1, Janeiro 2020
Artigo Original Brianezi et al. Efeitos do treinamento físico sobre o miocárdio Arq Bras Cardiol. 2020; 114(1):100-105 Tabela 3 – Comparação das variáveis Metaloproteinase tipo 2, Anti-8-Hydroxydeoxyguanosine e Densidade de Volume das fibras colágenas III (Vv [fc III]), com os grupos estudados Variáveis CS COS COT LDL-S LDL-OS LDL-OT p* MMP 2 28,5 (4,0) 35,3 (9,1) A 49,0 (3,8) A 54,8 (52,0) A 40,5 (9,6) A,B,C,D 46,8 (31,0) A,B,C,E < 0,001 8-OHDg 105,2 (7,6) 70,0 (10,8) A 64,9 (4,7) A 51,7 (0,5) A 15,3 (7,5) A,B,C,D 38,7 (8,4) A,B,C,E < 0,001 Vv[fc III] 0,007 (0,037) 0,003 (0,024) 0,016 (0,067) 0,015 (0,057) 0,013 (0,062) 0,009 (0,043) 0,649 * ANOVA. Dados expressos em média e desvio padrão. A: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo CS; B: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo COS; C: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo TOC; D: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo LDL-S; E: diferença estatisticamente significante entre o grupo estudado e o grupo LDL-OS. MMP2: Metaloproteinase tipo 2; 8OHdG: Anti-8-hidroxi-desoxi-guanosina; Vv [fc III]: densidade de volume das fibras de colágeno III; CS: controle não-ovariectomizado sedentário; COS: controle ovariectomizado sedentário; COT: controle ovariectomizado treinado; LDL-S: nocaute LDL ovariectomizado não sedentário; LDL-OS: nocaute sedimentar ovariectomizado de LDL; LDL-OT: nocaute LDL ovariectomizado treinado. combinação com a diminuição das fibras elásticas na área infartada após o IAM, ofereceu evidências de que a função cardíaca pejudicada após o IAM foi decorrente da cura ou do processo de cicatrização pós-infarto, com aumento da rigidez e menor flexibilidade do coração. 20 Nossos resultados sugeremqueoperíodode envelhecimento neste estudo parece não interferir no aumento da expressão de fibras colágenas apresentadas em outros estudos. 21,22 Entretanto, quando os grupos LDLr-OT foram avaliados, houve nítida redução do volume das fibras colágenas tipo I. Essa verificação ocorreu quando da utilização do treinamento proposto (intensidade ou duração). 23,24 As metaloproteinases do tipo 2 e 9 também participam do processo de remodelamento do tecido cardíaco, e estão presentes em várias patologias, como as doenças inflamatórias e cardiovasculares, dentre outras lesões. 24-29 A expressão da metalloproteinase tipo 9 não apresentou diferenças entre os grupos e parâmetros. Em relação à metalloproteinase tipo 2, um aumento foi observado no grupo controle, com a ovariectomia e com o treinamento físico, até mesmo na presença da dislipidemia. Esse processo explica o fato de os índices de colágeno não estarem elevados, porque a degradação do colágeno e da matriz extracelular é feita através da atuação das metalloproteinases. 25,30-32 A elevação das MMPs em pacientes com dislipidemias, encontrada em alguns estudos, sugere a participação das mesmas no processo de degradação da matriz em placas ateroscleróticas e nas suas rupturas, que fazem com que o núcleo fique exposto. 17,33 Além disso, as MMPs são preditoras independentes para a progressão de doença renal e estão associadas independentemente com o aumento do risco de mortalidade. 34 A expresão de COX2, neste estudo, não apresentou significância estatística, o que indica que, em todos os grupos e parâmetros, não houve mudanças para esses dados. Assim, nesse parâmetro escolhido para verificar a inflamação, não foram observadas mudanças, o que mostra que os fatores associados aos grupos não interferem nessa avaliação. O envelhecimento, a menopausa e a dislipidemia são fatores que também causam o estresse oxidative. 3-5 Nesta pesquisa, o estresse oxidative foi verificado através da expressão de 8OHdG, e a ovariectomia diminuiu os valores deste parâmetro nos grupos dislipidêmico e controle, o que diverge dos resultados encontrados em outros estudos. 5,35 Quando o treinamento físico foi realizado, os valores diminuíram no grupo controle mas, no grupo dislipidêmico, eles apresentaram um aumento. Curiosamente, esse marcador parece não estar associado aos grupos propostos neste modelo experimental. Conclusão Os dados desta pesquisa indicam que o exercício físico influenciou positivamente os grupos controle e dislipidêmico no parâmetro de densidade e volume de fibras colágenas do tipo I e o grupo controle em relação ao estresse oxidativo. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa: Brianezi L, Maifrino LBM; Obtenção de dados: Brianezi L, Ornelas E, Sousa LVA; Análise e interpretação dos dados: Brianezi L, Ornelas E, Gehrke FS, Fonseca FLA, Sousa LVA, Souza J, Maifrino LBM; Análise estatística: Brianezi L, Gehrke FS, Fonseca FLA, Souza J; Redação do manuscrito: Brianezi L, Ornelas E, Gehrke FS, Fonseca FLA, Alves BCA, Sousa LVA, Maifrino LBM; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Gehrke FS, Fonseca FLA, Alves BCA, Maifrino LBM. Potencial conflito de interesses Declaro não haver conflito de interesses pertinentes. Fontes de financiamento Opresente estudo não teve fontes de financiamento externas. Vinculação acadêmica Nãohávinculaçãodesteestudoaprogramasdepós‑graduação. Aprovação ética e consentimento informado Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de São Judas Tadeu sob o número de protocolo 058. Todos os procedimentos envolvidos nesse estudo estão de acordo com a Declaração de Helsinki de 1975, atualizada em 2013. 104
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjM4Mjg=