ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):787-891 Tabela 2.6 – Indicações para associação de outros hipolipemiantes (não-estatinas) Recomendação Classe de recomendação Nível de evidência Referência Ezetimiba Quando a meta do LDL-c não for atingida com o tratamento com estatinas na dose máxima tolerada em pacientes de muito alto risco I B 7 Quando a meta do LDL-c não for atingida com o tratamento com estatinas na dose máxima tolerada em pacientes em prevenção primária IIb C 7 Isolada ou associada a estatinas, constitui opção terapêutica em pacientes que não toleram doses recomendadas de estatinas IIa C 7 Pode ser empregada na esteatose hepática IIb C 7 Resinas Adiçao de colestiramina ao tratamento com estatinas pode ser recomendada quando a meta de LDL-c nao e obtida apesar do uso de estatinas potentes em doses efetivas IIa C 7 Inibidores de PCSK9 Indicado para pacientes com risco cardiovascular elevado, em tratamento otimizado com estatinas na maior dose tolerada, associado ou nao à ezetimiba, e que nao tenham alcançado as metas de LDL-c ou nao HDL-c recomendadas* IIa A 7 HDL-c: colesterol da lipoproteína de alta densidade; LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade. Nos pacientes de muito alto risco e em algumas situações de alto risco, quando já houver o uso de estatina na dose máxima tolerada e ezetimiba, a adição de um inibidor de PCSK9 é razoável, embora a segurança no longo prazo (> 3 anos) ainda não esteja estabelecida e a custo-efetividade seja baixa de acordo com dados disponíveis até o momento. 20 Adaptado da Atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 7 deve-se considerar o tratamento medicamentoso da hipertrigliceridemia, segundo a Tabela 2.7. As doses recomendadas dos fibratos disponíveis em nosso país e seus efeitos sobre o perfil lipídico são apresentados na Tabela 2.8. Tabela 2.7 – Indicação de fármacos para o tratamento da hipertrigliceridemia Recomendação Classe de recomendação Nível de evidência Referência Fibratos Triglicérides acima de 500 mg/dL I A 32,33 Dislipidemia mista com predomínio de hipertrigliceridemia IIa B 32,33 Em paciente com diabetes e com TG > 200 mg/dL e HDL‑c < 35 mg/dl, a combinação de fenofibrato e estatina pode ser considerada quando as modificações do estilo de vida falharam IIa B 32,33 Ácido nicotínico (niacina) Nao ha evidencia de beneficio do farmaco em individuos com LDL-c controlado III A 32,33 Pode, excepcionalmente, ser utilizado em pacientes com HDL-c baixo isolado e como alternativa aos fibratos e estatinas, ou em associação com esses fármacos em portadores de hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia ou dislipidemia mista resistente IIa A 32,33 Ácidos graxos ômega-3 Acidos graxos omega 3 em altas doses (4 a 10 g ao dia) podem ser usados associados a outros hipolipemiantes em portadores de hipertrigliceridemia grave que nao atingiram niveis desejaveis com o tratamento I A 32,33 Pode ser recomendada suplementaço com formulação a base de EPA (icosapenta-etil, 4 g/dia) em pacientes de alto risco com TG elevados, em uso de estatinas, uma vez que parece reduzir o risco de eventos isquêmicos, incluindo morte cardiovascular* I B 32,33 EPA: ácido eicosapentaenoico; HDL-c: colesterol da lipoproteína de alta densidade; LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade; TG: triglicérides. * Tal formulação não existe comercialmente em nosso país. Adaptado de I Diretriz Brasileira sobre Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. 32 3. Diabetes e Síndrome Metabólica 3.1. Risco Miocárdico O diagnóstico de DM2 impõe um risco de IC 2 a 5 vezes maior em comparação com indivíduos sem diabetes. 34 803

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