ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019
Atualização Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):787-891 Tabela 2.5 – Intensidade do tratamento hipolipemiante Baixa Moderada Alta Redução de LDL-c esperada com dose diária, % < 30 30-50 ≥ 50 Exemplos, doses diárias em mg Lovastatina 20 Sinvastatina 10 Pravastatina 10-20 Fluvastatina 20-40 Pitavastatina 1 Lovastatina 40 Sinvastatina 20-40 Pravastatina 40-80 Fluvastatina 80 Pitavastatina 2-4 Atorvastatina 10-20 Rosuvastatina 5-10 Atorvastatina 40-80 Rosuvastatina 20-40 Sinvastatina 40/ ezetimiba 10 LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade. Obs: o uso de ezetimiba isolado reduz entre 18-20% o LDL-c. LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade. Adaptado da Atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 7 Quadro 2.1 – Recomendaçes para o manejo dos lipides sanguineos, grau de recomendação e nível de evidência Recomendação Classe de recomendação Nível de evidência Referência Individuos de muito alto risco cardiovascular: o LDL-c deve ser reduzido para < 50 mg/dL e o nao HDL-c para < 80 mg/dL I B 7 Individuos de alto risco cardiovascular: o LDL-c deve ser reduzido para < 70 mg/dL e o nao HDL-c para < 100 mg/dL I A 7 Individuos de alto e muito alto risco cardiovascular: sempre que possivel e tolerado, deve-se dar preferencia para o uso de estatina de alta intensidade ou ezetimiba associada a estatina (sinvastatina 40 mg ou outra estatina com potencia pelo menos equivalente) I A 7 Individuos de risco cardiovascular intermediario: o LDL-c deve ser reduzido para < 100 mg/dL e o nao HDL-c para < 130 mg/dL I A 7 Individuos de risco cardiovascular intermediario: sempre que possivel e tolerado, deve-se dar preferencia para o uso de estatina de intensidade pelo menos moderada I A 7 Individuos de baixo risco cardiovascular: a meta de LDL-c deve ser < 130 mg/dL e o nao HDL-c < 160 mg/dL I A 7 Nao é recomendado tratamento medicamentoso visando a elevaço dos niveis de HDL-c III A 7 Individuos com niveis de triglicerides > 500 mg/dL devem receber terapia apropriada para reduço do risco de pancreatite I A 7 Individuos com niveis de triglicerides entre 150 e 499 mg/dL devem receber terapia com base no risco cardiovascular e nas condiçes associadas IIa B 7 HDL-c: colesterol da lipoproteína de alta densidade; LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade. O tempo de reavaliaço apos o tratamento medicamentoso deve ser de pelo menos um mês. Adaptado da Atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 7 tratamento. Variam desde mialgia, com ou sem elevaçao da Creatinoquinase (CK), ate a rabdomiolise. A dosagem de CK deve ser avaliada no inicio do tratamento ou quando a elevação da dose é necessária, na ocorrência de sintomas musculares (dor, sensibilidade, rigidez, câimbras, fraqueza e fadiga localizada ou generalizada) e na introduçao de farmacos que possam interagir com estatina (Grau de Recomendaçao: IIa; Nivel de Evidencia: B). Já a avaliaçao basal das enzimas hepaticas (ALT e AST) deve ser realizada antes do inicio da terapia com estatina. Durante o tratamento, deve-se avaliar a funçao hepatica quando ocorrerem sintomas ou sinais sugerindo hepatotoxicidade (fadiga ou fraqueza, perda de apetite, dor abdominal, urina escura ou aparecimento de ictericia) (Grau de Recomendaçao: IIa; Nivel de Evidencia: B). 7 A realização de análise de repetidas amostras de enzimas em pacientes assintomáticos incorre em custos adicionais sem benefícios aos pacientes. As indicações para associação de outros hipolipemiantes estão descritas na Tabela 2.6. 2.2.3. Tratamento Medicamentoso com Foco em Hipertrigliceridemia A hipertrigliceridemia é fator de risco independente para a DCV, em especial a DAC. 21 Entretanto, não está claro se a hipertrigliceridemia é a causa da aterosclerose, já que os TG pouco se acumulam nas paredes arteriais, ou se as anormalidades a ela associadas, como baixo HDL-c, 22-24 partículas LDL pequenas e densas 25,26 resistência insulínica 27,28 e aumento da coagulabilidade e hiperviscosidade sanguínea 29-31 predispõem à aterosclerose. Após excluídas as causas secundárias para aumento de TG, como diabetes, insuficiência renal, ingestão excessiva de álcool e uso de certos medicamentos e, após ajustadas as medidas comportamentais, 802
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