ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Artigo de Revisão Calderaro et al. Hipertensão pulmonar na prática do cardiologista Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):419-428 Figura 1 – Algoritmo diagnóstico (adaptado deAlves-Jr et al. 19 ). DLCO: capacidade de difusão pulmonar do monóxido de carbono; cintilografia V/Q: cintilografia de ventilação e perfusão pulmonar; HPTEC: hipertensão pulmonar por tromboembolismo pulmonar crônico; CCD: cateterismo cardíaco direito; TCAR: tomografia computadorizada de alta resolução; ECO TT: ecodopplercardiograma transtorácico; DVOP: doença veno-oclusiva pulmonar; HCP: hemangiomatose capilar pulmonar; RVP: resistência vascular pulmonar; PAPd: pressão diastólica de artéria pulmonar; USG: ultrassom. SINTOMAS, SINAIS E HISTÓRIA SUGESTIVOS DE HP Ecocardiograma compativel com HP? não sim Considerar outras causas e/ou reavaliar Doença cardíaca ou pulmonar confirmada Avaliar causas mais comuns de HP (doença cardíaca esquerda ou pulmonar); história, sinais clínicos, fatores de risco, ECG, Radiografia de tórax, espirometria completa com DLCO, tomografia de tórax Sem sintomas graves de HP ou disfunção VD Com sintomas graves de HP ou disfunção VD HPTEC Tratar doença de base CENTRO DE HP Defeito de perfusão e mismatch Baixa probabilidade de TEP Pesquisa TEP crônico Cintilografia V/Q Refratariedade dos sintomas de HP e/ou disfunção predominante de VD Grupo 5? Sarcoidose, anemia hemolitica, IRC... Pesquisar doenças associadas ao grupo 1 POAP ≤ 15 POAP > 15 Tratar doença cardíaca de base CATETERISMO CARDÍACO DIREITO idealmente em centro de HP PAPm > 20 e RVP ≥ 3 Auto-anticorpos e sorologias Inquérito sobre drogas Avaliação minuciosa da TCAR Repetir ECO TT com microbolhas e considerar cateterismo cardíaco esquerdo USG de abdome superior com Doppler HAP idiopática ou hereditária Colagenoses e HIV HAP induzida por drogas DVOP e HCP Doença cardíaca congênita Fibrose periportal + epidemiologia Hipertensão portal Rever história familiar e considerar estudo genético Esquistossomose Hipertensão Portopulmonar Radiografia de tórax Pode evidenciar aumento do diâmetro do tronco da artéria pulmonar, de seus ramos direito (> 16 mm) e/ou do esquerdo (> 18 mm), aumento de câmaras direitas (abaulamento do contorno direito do mediastino, coração em forma de bota e preenchimento do espaço retroesternal). 24 Essas alterações costumam ser mais pronunciadas apenas em fases avançadas da doença. Eletrocardiograma Classicamente, o eletrocadiograma apresenta sinais de sobrecarga de câmaras direitas – desvio do eixo para a direita e onda P pulmonale (amplitude de onda p ≥ 2,5 mm em DII); de forma semelhante à radiografia, as alterações eletrocardiográficas são mais evidentes nas fases em que há repercussão cardíaca estrutural. Em até 13% dos casos, o eletrocardiograma é normal. 25 Tomografia computadorizada de tórax A tomografia computadorizada de tórax é relevante no diagnóstico diferencial de HP e em sua classificação, auxiliando na investigação de doenças que acometem o parênquima pulmonar e da doença tromboembólica crônica. Pode também aumentar a suspeita do diagnóstico de DVOP. O achado tomográfico de aumento do diâmetro da artéria pulmonar também é indicativo de HP, e dessa forma desempenha função indireta de rastreamento. Essa medida do tamanho da artéria pulmonar tem especificidade bastante elevada para a presença de HP quando o diâmetro é maior que 33,2 mm. 26 421

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