ABC | Volume 112, Nº5, Maio 2019
Artigo Original Warpechowski Neto et al Readmissão hospitalar – dispositivos implantáveis Arq Bras Cardiol. 2019; 112(5):491-498 Figura 2 – Estimativa de Kaplan-Meier da probabilidade de sobrevida de acordo com as visitas não programadas na emergência relacionadas ao dispositivo. Nota: p = 0,214. 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 0 100 200 300 400 500 600 Número em risco 61 34 25 13 4 0 p = 0,214 Tempo (dias) Sobrevida (%) Dispositivo CDI CRT Grupo (CDI) Grupo (CRT) 110 82 60 39 23 0 endocardite infecciosa (esta, secundária a abscesso dentário, com diagnóstico 194 dias após o implante do dispositivo) e 1 por IC refratária. Discussão A estimulação cardíaca artificial tem benefícios solidificados desde o seu implante inicial, em 1958, atravessando gerações em contínua evolução técnica e ampliando sua abrangência desde os distúrbios de condução atrioventricular até a redução de dissincronia. No entanto, ainda apresenta complicações em percentuais significativos a despeito de quase sessenta anos de existência. Atualmente, o volume de procedimentos para implante de DCEI apresenta taxas anuais crescentes, dadas a evolução tecnológica do método, a ampliação das indicações e maior número de pacientes elegíveis. 6 Paralelamente, a maior longevidade das populações de abrangência constitui‑se fator de risco não modificável para complicações a longo prazo. Tamanha mudança de cenário limita a comparação de dados atuais com a primeira era de estimulação, não só pela curva de evolução dos dispositivos, da técnica de implante e das alterações no fator populacional, mas também pela base de registros prévios – muitos apenas de complicações demandantes de intervenção cirúrgica. Tabela 2 – Desfechos da população estudada. Visita não programada à emergência, relacionada ao dispositivo Variável Total n = 199 CDI n = 124 TRC-P/D n = 75 Valor de p Visita não programada na emergência relacionada ao dispositivo * 14(7%) 6(4,8%) 8(10,6) 0,20 Complicações relacionadas ao dispositivo * 0,45 Infecção da ferida operatória 5(2,5%) 2(1,6%) 3(4%) Dor na ferida operatória 6(3%) 2(1,6%) 4(5,3%) Reposição eletrodos 1(0,5%) 0 1(1,3%) Trombose venosa membro superior 1(0,5%) 1(0,8) 0 Hematoma de loja 1(0,5%) 1(0,8) 0 Choque inapropriado 2(1%) 2(1,6%) 0 Mortalidade 0,008 Relacionada ao implante do dispositivo 0 Outras causas 4(2%) 0 4(5,3%) * Dados apresentados em frequência absoluta e relativa; CDI: cardiodesfibrilador implantável; TRC-P/D: ressincronizador cardíaco. 494
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