ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019

Artigo Original Yang Li Fatores de risco para complicações do PTSMA Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):432-438 Tabela 3 – Regressão logística multivariada para potenciais fatores de risco para complicações de PTSMA Valor de p Odds ratio IC Idade (anos) 0,767 0,995 0,959-1,031 Masculino 0,198 0,527 0,198-1,399 DAC 0,761 0,761 0,132-4,407 Hipertensão 0,003 4,856 1,732-13,609 DM 0,176 6,620 0,428-12,527 Volume de álcool 0,385 0,757 0,403-1,420 Número de ablação septal 0,436 0,682 0,370-2,253 DAC: doença arterial coronariana; DM diabetes melito. Tabela 4 – Comparações das características clínicas e ecocardiográficas entre pacientes com e sem histórico de hipertensão. Hipertensão (n = 46) Sem Hipertensão (n = 178) Valor de p Idade 58,13 ± 10,10 ** 45,23 ± 13,95 0,000 Feminino 28 ** 75 0,025 DM 3 ** 0 0,007 DAC 5 8 0,000 História de insuficiência cardíaca 7 * 8 0,010 DVSVE (mm) 9,56 ± 2,76 9,24 ± 2,62 0,480 FC (batimentos/min) 70,57 ± 11,13 71,37 ± 12,46 0,692 FE 0,63 ± 0,07 0,65 ± 0,07 0,113 DAC: doença arterial coronariana; DM: diabetes melito; DVSVE: diâmetro da via de saída do ventrículo esquerdo FC: frequência cardíaca; FE: fração de ejeção. A Tabela 4 mostra as comparações das características clínicas entre pacientes com e sem histórico de hipertensão. Pacientes do sexo feminino pareciam ter mais fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, envelhecimento, DM e história de insuficiência cardíaca no presente estudo. Conforme listado na Tabela 5, os pacientes foram cronologicamente divididos em três grupos de acordo com sua experiência com PTSMA. Além disso, as complicações intra‑hospitalares foram mais frequentes em pacientes submetidos a procedimentos de PTSMA na fase inicial (de 2000 a 2004) e menos frequentemente em pacientes submetidos a procedimentos de PTSMA mais tardiamente e em períodos de tempo com maior experiência (2010-2013) (p = 0,022). Discussão A PTSMA é uma técnica não cirúrgica para reduzir a massa septal através da produção de um infarto septal usando as técnicas de cateteres relatadas por Sigwart. 4 A necrose septal permanente é criada por meio de injeção de álcool nos ramos septais que suprem o miocárdio e são responsáveis Tabela 5 – Complicações intra-hospitalares e falência intervencionista tardia de acordo com a experiência Experiência principiante (n = 75) Experiência Intermediária (n = 93) Experiência avançadas (n = 56) Valor de p Eventos 31 22 13 0,022 Sem eventos 44 71 43 pela obstrução da VSVE induzida por anormalidades de estrutura e função. Isso efetivamente reduz os gradientes de pressão em pacientes com CMHO. Essa técnica tem a vantagem de micro-trauma e alta taxa de sucesso, bem como baixa mortalidade (0–1,8%). 13,14 Na presente coorte, uma redução bem-sucedida no GVSVE foi alcançada na maioria dos pacientes durante o procedimento (85%) (em repouso: de 67,91 ± 37,23 para 16,24 ± 19,13 mmHg, p < 0,01; pós-batimento prematuro: 119,42 ± 38,44 a 40,83 ± 22,61 mmHg, p < 0,01) e na alta (96%). No entanto, a ocorrência de complicações relacionadas com o procedimento PTSMA foi notável. No presente estudo, 14,35% (32/223) dos pacientes apresentaram bloqueio de ramo completo transitório (32/223) e 0,90% (2/223) dos pacientes apresentaram bloqueio completo do ramo esquerdo. Este fenômeno foi compatível com um relatório anterior. 15 O ramo direito é geralmente suprido por perfurantes septais proximais. Assim, a PTMSA frequentemente leva ao bloqueio completo do ramo direito. Além disso, a miectomia septal causa bloqueio completo do ramo esquerdo na maioria dos pacientes. Esta é a razão 436

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