ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019
Artigo Original Yang Li Fatores de risco para complicações do PTSMA Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):432-438 Tabela 1 – Características clínicas de 224 pacientes com cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (CMHO) na admissão Pacientes à admissão (n = 224) Idade (anos) 48,20 ± 14,34 Masculino/Feminino 120/104 Classe funcional da New York HeartAssociation 1,08 ± 0,36 DAC 13 Hipertensão 47 DM 3 AVC 1/ FC (batimentos/min) 70,92 ± 11,66 DVSVE (mm) 9,38 ± 2,52 FE 0,65 ± 0,07 DAC: doença arterial coronariana; DM: diabetes melito; FC: frequência cardíaca; AVC: acidente vascular cerebral DVSVE: diâmetro da via de saída do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção. Tabela 2 – Análise univariada dos fatores de risco para complicações relacionadas com PTSMA Complicações (n = 66) Sem Complicações (n = 158) Valor de p Idade (anos) 51,27 ± 14,13 46,91 ± 14,28 0,038 Masculino/Feminino 27/39 92/66 0,000 New York Heart Classe funcional da New York Heart Association 1,10 ± 0,40 1,08 ± 0,33 0,566 DAC 5 8 0,000 Hipertensão 19 27 0,000 DM 3 0 0,000 AVC 1 0 0,122 FC (batimentos/min) 71,55 ± 11,92 71,08 ± 12,29 0,792 DVSVE (mm) 9,13 ± 2,64 9,33 ± 2,54 0,604 FE 0,63 ± 0,13 0,66 ± 0,08 0,506 Volume de álcool 2,14 ± 0,88 1,85 ± 0,91 0,023 Número de ablação septal 1,19 ± 0,43 1,07 ± 0,27 0,034 DAC: doença arterial coronariana; DM: diabetes melito; AVC: acidente vascular cerebral FC: frequência cardíaca; DVSVE: diâmetro da via de saída do ventrículo esquerdo; FE: fração de ejeção. A diferença média de pressão sistólica na VSVE em repouso diminuiu de 67,91 ± 37,23 para 16,24 ± 19,13 (p < 0,01). O gradiente pós-prematuro foi reduzido de 119,42 ± 38,44 para 40,83 ± 22,61 (p < 0,01). Melhora do curso clínico Todos os pacientes queixaram-se de dor torácica acentuada durante a injeção de álcool, e uma sensação de desconforto no tórax esquerdo durou até 30 horas (10-30 horas). Os sintomas clínicos melhoraram muito em 190 pacientes (85%). Diferenças na classe funcional da New York Heart Association (de 1,08 ± 0,36 a 1,01 ± 0,09) não foram estatisticamente significantes. Complicações Dois pacientes desenvolveram fibrilação ventricular após injeção de álcool e o ritmo sinusal foi restabelecido em 200 J de desfibrilação. Dois pacientes apresentaram choque cardíaco devido à oclusão prolongada das artérias septais. Um caso de trombose na artéria descendente anterior esquerda durante o procedimento PTSMA foi observado. Opaciente foi tratado com sucesso e os fluxos coronarianos foram normalizados. Bloqueio temporário de ramo direito e bloqueio de ramo esquerdo ocorreram em 32 pacientes e dois pacientes, respectivamente. Alémdisso, 20 pacientes desenvolverambloqueio atrioventricular de terceiro grau, mas apenas quatro pacientes desenvolveram bloqueio AV completo, necessitando de implante de MPP. Complicações relacionadas coma punção ocorreramemquatro pacientes (pseudoaneurisma da artéria femoral emdois pacientes e hematoma por punção emdois pacientes), que foram tratados com sucesso com bandagem de compressão. Acompanhamento não invasivo de um ano Nenhum dos pacientes foi perdido no seguimento. Nenhuma outra complicação ou eventos cardíacos adversos graves ocorreram durante o acompanhamento clínico, exceto que o PTSMA foi novamente realizado com sucesso em um paciente devido a recorrência de angina pectoris. A análise univariada dos fatores de risco para complicações relacionadas com a PTSMA é mostrada na Tabela 2. Idade, sexo feminino, volume de álcool, número de ablações septais, comorbidades com DAC, hipertensão e diabetes melito (DM) foram associadas ao aumento da ocorrência de complicações. Os resultados da análise de regressão logística múltipla são apresentados na Tabela 3. Em múltiplos modelos logísticos, exceto para hipertensão (OR: 4,856; IC95%: 1,732-13,609), idade, sexo, volume de álcool, número de ablações septais, comorbidades com DAC e DM não foram fatores de risco potenciais para predizer complicações relacionadas comPTSMA. 435
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