ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019
Artigo Original Yang Li Fatores de risco para complicações do PTSMA Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):432-438 rotina. 12 Quando o ramo septal alvo foi determinado, após a administração intravenosa de 5 mg de diamorfina, 1-2 mL de álcool absoluto foram injetados lentamente através da haste do cateter balão. Dez minutos depois, o balão foi desinsuflado e o meio de contraste foi injetado pelo cateter-guia para verificar se o ramo septal estava completamente bloqueado. Os pacientes forammonitorados na Unidade Coronariana por três dias após a remoção das bainhas vasculares. Após 48 horas, quando o paciente parecia ter condução cardíaca normal, o marca-passo temporário foi removido. Se distúrbios de condução AV de alto grau fossem observados nos dias seguintes, o implante de marca-passo permanente (MPP) era oferecido. Os pacientes receberamalta e foramacompanhados emnossos ambulatórios. Complicações As complicações durante os procedimentos de PTSMA e o monitoramento hospitalar foram registradas. Os eventos foram insuficiência cardíaca aguda, choque cardíaco, morte cardíaca e eventos arrítmicos (bradicardia, assistolia, taquicardia ventricular sustentada e não sustentada e fibrilação ventricular). As complicações da artéria coronária foram dissecção coronariana, perfuração coronariana, infarto agudo do miocárdio, derrame pericárdico agudo, tamponamento pericárdico e deslocamento de álcool. Bloqueio de ramo e bloqueio AV incluindo bloqueio cardíaco avançado, que levou à implantação de MPP, foram registrados. O bloqueio cardíaco avançado foi definido como bloqueio bifascicular e bloqueio AV de segundo ou terceiro grau. A assistolia devido ao bloqueio AV de terceiro grau foi classificada como bloqueio AV de terceiro grau (ou seja, bloqueio cardíaco avançado). Complicações relacionadas com punção também foram incluídas para a análise final. Acompanhamento do paciente Os pacientes foram cuidadosamente monitorados na Unidade Coronariana por pelo menos três dias após o procedimento, e a estimulação de apoio foi continuada pela veia femoral quando necessário. A avaliação intra-hospitalar foi realizada para todos os desfechos clínicos, incluindo complicações hemorrágicas e vasculares (pseudoaneurisma da artéria femoral e hematoma de punção também foram incluídos para análise). Após a alta, os exames mensais de acompanhamento clínico foram realizados em ambulatório, com o objetivo de monitorar a ocorrência de eventos adversos. Exames por cateterismo não foram realizados rotineiramente e foram realizados apenas quando sintomas residuais ou recorrentes foram observados após a alta. O PTSMA foi repetido quando necessário. Um desfecho com falhas após PTSMA foi definido como a necessidade de reintervenção devido à ausência de melhora clínica ou recorrência dos sintomas e VSVE significativa. Para analisar a influência da curva de aprendizado em relação às complicações da PTSMA, os pacientes foram separados em três grupos cronológicos (experiência principiante: de 2000 a 2004; experiência intermediária: de 2005 a 2009; experiência avançada: de 2010 a 2013) segundo sua experiência com PTSMA. Análise estatística Todas as análises dos dados foram realizadas com o sistema SPSS (versão 19.0; SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). O teste de Kolmogorov-Smirnov de uma amostra e o teste de Levene foram utilizados para testar a distribuição de normalidade e a igualdade de variância dos dados. Os dados com distribuição normal foram expressos como média ± desvio padrão (DP). As diferenças entre os grupos foram analisadas quanto à significância estatística usando o teste t de Student não pareado. A frequência foi comparada pelo teste do qui-quadrado (X 2 ). A regressão logística multivariada por etapas foi utilizada para selecionar variáveis independentes. Um valor de p < 0,05 (bicaudal) foi considerado estatisticamente significativo. Resultados Um total de 224 indivíduos, com idades entre 9 e 82 anos, foram incluídos neste estudo para análise final (Figura 1). As características demográficas e ecocardiográficas detalhadas dos pacientes foram apresentadas na Tabela 1. Resultados agudos Alterações nos resultados hemodinâmicos durante a intervenção Um paciente de 82 anos faleceu durante a injeção de álcool para tamponamento pericárdico agudo. A média de 1,17 ± 0,45 (intervalo: 1-2) dos ramos septais foi ocluída por injeção de 2,07 ± 0,89 ml (variação: 0,5-3,0 ml) de álcool. A redução na VSVE foi atingida para todos os pacientes. Figura 1 – Diagrama de fluxo da seleção de pacientes. Pacientes elegíveis (n = 319) Pacientes potencialmente relevantes (n = 258) Pacientes inscritos para análise final (n = 224) 61 não atenderam aos critérios de inclusão 34 foram excluídos: hipertrofia decorrente de outras causas (n = 17); história de infarto do miocárdio (n = 10); intervenção anterior com PTSMA (n = 7) 434
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