ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019

Correlação Anatomoclínica Pereira et al Arritmia e insuficiência cardíaca Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):466-472 Figura 3 – Face esternocostal do coração: trajeto intramiocárdico (setas) da artéria coronária interventricular anterior (ADA). D1- Primeiro ramo diagonal da ADA. TP: tronco pulmonar. Diagnósticos anatomopatológicos: 1) Valva aórtica bivalvulada; 2) Hipertrofia e dilatação em ventrículos cardíacos; 3) Fibrose miocárdica intersticial difusa, mais acentuada em ventrículo esquerdo; 4) Anomalias congênitas de origem, trajeto e da anatomia intrínseca das artérias coronárias epicárdicas interventricular anterior e circunflexa. (Dra. Léa Maria Macruz Ferreira Demarchi) Figura 2 – Face lateral esquerda da base do coração: A- Entrecruzamento (seta) dos segmentos epicárdicos proximais da artéria interventricular anterior (ADA) e da artéria circunflexa (ACX); a ADA está em posição superior à ACX. B- Trajeto da ACX a partir de sua origem na aorta (AO), com ADA rebatida. ME: ramo marginal esquerdo da ACX. TP: tronco pulmonar. Comentário No coração explantado do paciente, observou-se a associação entre valva aórtica bivalvulada e alterações anatômicas em artérias coronárias, que é um achado frequente na literatura. 13 A valva aórtica bivalvulada é a anomalia congênita cardíaca mais frequente e, em estudos de autópsia, sua incidência varia de 0,9-2,5% na população 470

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