ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018
Artigo Original Pinotti et al Ciclos de jejum/realimentação e remodelamento miocárdico Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):400-409 Figura 1 – Alterações do peso corporal após 90 dias de tratamento. Grupos: controle (C, quadrados, n = 7); animais submetidos a restrição alimentar de 50% (R 50 , triângulos, n = 7); e animais submetidos a alternância de restrição alimentar de 50% e realimentação (RF, círculos, n = 7). Valores expressos como média ± DP; * significativo para p < 0,05, R 50 vs. C; † p < 0,05, RF vs. R 50 ; # p < 0,05, C vs. RF. ANOVA de duas vias para medidas repetidas; teste de Bonferroni post hoc. Fonte: grupo de pesquisa. 500 400 300 200 Peso corporal (g) Semanas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 C R 50 RF # # # # # # # *† *† * *† *† *† *† *† *† *† *† grupo R 50 em concentração de Ca 2+ de 5,2 mM se comparados aos do grupo RF. Quando submetidos às manobras inotrópicas, TD, PS e +dL/dt foram semelhantes nos grupos RF e R 50 . Em relação à função cardíaca de ratos do grupo C após estimulação com Ca 2+ , aqueles submetidos a ciclos de jejum/realimentação apresentaram comportamento similar (Figuras 2A-F). O único resultado significativo entre os grupos C e R 50 foi observado na mais alta concentração de Ca 2+ (5,2 mM); -dL/dt foi significativamente mais baixa no grupo R 50 do que no grupo C (C: 2,66 ± 0,35 vs. R 50 : 2,18 ± 0,33 ML/s, p < 0,05) (Figura 2E). Estimulação com isoproterenol Os ciclos de jejum/realimentação elevaram +dT/dt, -dT/dt e -dL/dt na concentração mais alta de isoproterenol (1 µM) em comparação aos valores do grupo R 50 , indicando um efeito inotrópico positivo nos miócitos. Em contraste, o grupo RF apresentou redução de +dL/dt em comparação ao grupo R 50 para a mesma concentração de isoproterenol (Figura 3F). Além disso, efeitos similares foram observados em +dT/dt e -dT/dt a 1µM de isoproterenol no grupo C quando comparado ao R 50 (Figuras 3B e C). Ademais, os ratos do grupo RF apresentaram maior +dL/dt na condição basal e concentrações de isoproterenol (0,01 µM) em comparação aos do grupo C (Figura 3F). Não houve diferença significativa nos dados mecânicos (TD e PS) sob estimulação inotrópica com isoproterenol entre os grupos (Figuras 3A e D). Morfologia miocárdica Os ratos do grupo C mostraram características morfológicas normais, com miofibrilas preenchendo todo o sarcoplasma, sarcômeros bem definidos, mitocôndrias com cristas lamelares, membranas sarcoplasmáticas com aspecto regular, retículo sarcoplasmático entre as miofibrilas e núcleos com cromatina não condensada (Figuras 4A e B). O grupo R 50 apresentou alterações focais, como desorganização ou Tabela 2 – Características gerais dos ratos Parâmetros Grupos C R 50 RF PCI (g) 247 ± 15 248 ± 12 249 ± 13 PCF (g) 366 ± 14 236 ± 17 * 342 ± 21 *† CA (g/semana) 159 ± 23 77 ± 4 * 130 ± 55 † PAS inicial (mmHg) 177 ± 8 177 ± 5 181 ± 7 PAS final (mmHg) 163 ± 13 157 ± 15 156 ± 5 VE (g) 0,99 ± 0,04 0,51 ± 0,01 * 0.87 ± 0.08 *† VD (g) 0,21 ± 0,02 0,11 ± 0,01 * 0.17 ± 0.02 *† VE/PCF (mg/g) 2,71 ± 0,05 2,19 ± 0,16 * 2.53 ± 0.08 *† VD/PCF (mg/g) 0,58 ± 0,04 0,47 ± 0,05 * 0.51 ± 0.05 * C: grupo controle; R 50: animais com restrição alimentar de 50%; RF: animais com alternância entre restrição alimentar de 50% e realimentação; PCI: peso corporal inicial; PCF: peso corporal final; CA: consumo alimentar; PAS: pressão arterial sistólica; VE: peso do ventrículo esquerdo; VD: peso do ventrículo direito. Valores expressos como média ± DP (n = 7). * significativo para p < 0,05 vs. C; † p < 0,05 vs. R 50 . ANOVA de uma via e teste de Tukey post hoc. 403
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