ABC | Volume 111, Nº3, Setembro 2018
Artigo Original Medeiros et al Apneia obstrutiva do sono na doença de chagas Arq Bras Cardiol. 2018; 111(3):364-372 sistólica foi maior em pacientes com AOS moderada a grave. Esse achado pode estar relacionado ao fato de o estudo ter ocorrido em um centro de referência em cardiologia, onde a maioria dos pacientes é tratada adequadamente para hipertensão. A frequência relativamente baixa de arritmias atriais e ventriculares em nosso estudo também pode ser explicada pela exclusão de casos mais graves de cardiomiopatia da DC. Tabela 2 – Avaliação de Holter – Distribuição das arritmias atriais e ventriculares Variável Total n = 135 Sem AOS n = 57 AOS leve n = 50 AOS moderada/grave n = 28 p FC mínima (b.p.m) 50 (45–55) 50 (45–56) 50 (45–56) 52 (46–54) 0,97* FC média (b.p.m) 71 (65–77) 71 (66–79) 71 (65–74) 71 (62–75) 0,82* FC máxima (b.p.m) 113 (105–25) 118 (109–132) 112 (103–121) 109 (98–121) 0,045* Ventricular total na vigília (%) 94 (70) 39 (68) 37 (74) 18 (64) 0,65 † Ventricular total durante o sono (%) 95 (70) 36 (63) 40 (80) 19 (68) 0,16 † Arritmias ventriculares isoladas (%) 107 (79) 44 (77) 40 (80) 23 (82) 0,86 † Bigeminismo ventricular (%) 38 (79) 14 (25) 14 (28) 10 (36) 0,56 † Ventricular pareada (%) 50 (37) 18 (32) 19 (38) 13 (46) 0,41 † Taquicardia ventricular não-sustentada 27 (20) 10 (18) 10 (20) 7 (25) 0,72 † Supraventricular total na vigília 115 (85) 47 (83) 42 (84) 26 (93) 0,43 † Supraventricular total durante o sono 118 (87) 48 (84) 44 (88) 26 (93) 0,52 † Taquicardia supraventricular isolada (%) 124 (92) 51 (90) 48 (96) 25 (89) 0,40 † Supraventricular pareada (%) 47 (35) 13 (23) 20 (40) 14 (50) 0,03 † Taquicardia supraventricular não sustentada (%) 27 (20) 10 (18) 10 (20) 7 (25) 0,26 † Fibrilação atrial crônica (%) 1 (0,7) 0 1 (2) 0 0,43 † Fibrilação atrial paroxística (%) 1 (0,7) 0 0 1 (3,6) 0,15 † Bloqueio de ramo direito (%) 62 (46) 23 (46) 23 (54) 9 (41) 0,59 † AOS: apneia obstrutiva do sono; FC: frequência cardíaca; *:Teste de Kruskal-Wallis; † : Teste qui-quadrado de Pearson Tabela 1 – Dados antropométricos e características clínicas Total n = 135 Sem AOS n = 57 AOS leve n = 50 AOS moderada/grave n = 28 p Idade, Anos 56 (45–62) 48 (42–58) 59 (55–63) 61 (51–63) < 0,001* Sexo masculino, n (%) 40 (30) 15 (26) 15 (30) 10 (36) 0,67 † IMC, kg/m 2 26,3 ± 4,2 24,7 ± 3,9 27,4 ± 3,9 27,6 ± 4,5 0,001 ¥ Circunferência do pescoço, cm 35 (33–38) 34 (32–36) 36 (33–39) 38 (34–39) 0,02 † Cintura, cm 92 (83–96) 87 (79-92) 96 (89–102) 96 (91–104) < 0,001* Caucasianos, n (%) 43 (32) 19 (33) 16 (32%) 8 (29%) 0,86 † Diabetes mellitus, n (%) 17 (13) 5 (9) 7 (14) 5 (18) 0,46 † Hipertensão, n (%) 83 (62) 25 (44) 36 (72) 22 (79) 0,001 † PA Sistólica no consultório, mmHg 131 ± 22 128 ± 20 135 ± 22 133 ± 26 0,27 ¥ PA Diastólica no consultório, mmHg 81 ± 11 83 ± 11 81 ± 12 78 ± 11 0,14 ¥ Uso de medicamentos anti-hipertensivos, n 1 (0–2) 1 (0–2) 2 (1–2) 2 (0–3) 0,001 † Diuréticos, n (%) 54 (40) 13 (23%) 26 (52%) 15 (54%) < 0,001 † Inibidores de ECA/inibidores de AT1 n (%) 76 (56) 23 (30%) 35 (46%) 14 (24%) < 0,001 † Beta-bloqueadores, n (%) 57 (42) 17 (30%) 25 (50%) 13 (54%) 0,04 † Espironolactona, n (%) 14 (10) 5 (9%) 5 (10%) 4 (14%) 0,73 † Escala de Sonolência de Epworth, n (%) 9,8 ± 4,9 9,3 ± 5,2 10,2 ± 5,2 10,1 ± 3,8 0,57 ¥ Os valores são apresentados como média (±DP). Variáveis com distribuição assimétrica são apresentadas como mediana (intervalo interquartílico). AOS: apneia obstrutiva do sono; IMC: índice de massa corporal; PA: pressão arterial. *: Teste de Kruskal-Wallis; † : Teste qui-quadrado de Pearson; ¥ : Teste Anova. 368
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