ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018
Artigo Original Miyazaki et al Avaliacao de regurgitacao aortica por VD para guiar TAVI Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):193-202 outros pacientes (VD-RA ≤ 17%) (23%) não necessitariam de PDB. Esse resultado é importante, uma vez que a PDB está associada com maior taxa de eventos cerebrovasculares em comparação a pacientes sem PDB. 8,22 Ao evitar a realização desnecessária de PDB reduziria possivelmente o risco de eventos cerebrovasculares e custos do procedimento. Além disso, a maioria dos casos com VD-RA < 17% antes da PDB encontravam-se em pacientes com grau II de Sellers, sugerindo que a avaliação visual da classificação de Sellers poderia levar à PDB desnecessária. Após a PDB, VD-AR > 17% ainda era observada em 31% dos pacientes. Com base nos dados disponíveis atualmente, outras medidas deverão ser realizadas para pacientes com RA residual (VD-AR > 17%). Encontramos uma maior mortalidade em pacientes com VD-RA > 17% em comparação àqueles com VD-RA ≤ 17% durante o período de acompanhamento (34% vs.19%). Apesar de a diferença na mortalidade não ter sido significativa (log rank 0,273) nessa pequena população com PDB, estudos prévios relataram uma tendência de alta mortalidade em pacientes com VD-RA > 17% em uma grande população. 14,16 Em 11 pacientes, houve piora da VD-RA numericamente, e de maneira significativa em 3. Esse dado está de acordo com estudos prévios que também relataram piora da RA em uma pequena proporção de pacientes após a PDB, 8 e pode ser explicado por uma expansão excessiva da prótese e consequente má-adaptação da cúspide e regurgitação transvalvar. 23 Mudança s da s é r i e da VD - RA ap r e s en t a r am predominantemente uma melhora na RA. Uma redução da regurgitação pela PDB foi relatada em 68%-91% na literatura. 8,24 Os mecanismos da regurgitação após implante Figura 6 – Avaliação videodensitométrica da regurgitação aórtica (VD-RA) e classificação de Sellers antes e após a pós-dilatação com balão (PDB). 60 50 40 30 20 10 0 VD-RA Antes da dilatação Após a dilatação Grau 0 de Sellers Grau I de Sellers Grau II de Sellers Grau III de Sellers Antes da dilatação Após a dilatação NA NA 1.0[0.0–9.0] 8.0[5.0–13.3] 18.0[14.0–23.0] 45.0[23.0–.] 18.0[13.5–22.5] 27.0[23.0–35.0] de THV são multifatoriais. Por exemplo, a calcificação do anel da valva nativa e na via de saída do ventrículo esquerdo e o cover index são fatores predisponentes bem conhecidos de regurgitação após o implante de THV. 19,26-34 Para se decidir se a PDB é necessária ou não, bem como avaliar sua eficiência, seriam necessárias injeções repetidas de altas doses de contraste. O volume de contraste usado nessa população foi de 150[131-209] mL/procedimento. Em TAVI, a lesão renal aguda (LRA) ocorre em 12% a 57% dos casos, indicando um aumento significativo na mortalidade em curto e em longo prazo. 34,35 Os mecanismos da LRA após o TAVI são multifatoriais, e o papel do volume do contraste é controverso. 36 No entanto, há evidência de que ummaior volume de contraste esteja relacionado com um risco aumentado de LRA após TAVI. 34,37 Considerando o importante papel da aortografia em uma era de TAVI minimalista, a realização repetida de aortografias não pode ser evitada. Contudo, a possibilidade de se reduzir o meio contraste foi relatada in vitro , usando-se uma injeção de apenas 8 mL de contraste, sincronizada com a fase diastólica. 12 Essa técnica possibilitaria a redução da quantidade total de contraste durante o procedimento. Limitações Após o implante de THV, o fio-guia é frequentemente deixado no ventrículo esquerdo, podendo produzir regurgitação artificial transvalvar. 38 No entanto, o efeito do fio-guia sobre a RA durante o TAVI é variável de acordo com o peso do fio. A maioria dos cirurgiões decidem em realizar a PDB com ou sem um fio-guia no ventrículo esquerdo por ecocardiografia e aortografia. De fato, no presente estudo, a VD-RA antes da PBD foi analisada com (n = 40) e sem (n = 12) fio-guia remanescente no ventrículo esquerdo. 200
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