ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Artigo Original Miyazaki et al Avaliacao de regurgitacao aortica por VD para guiar TAVI Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):193-202 Uma limitação de nosso estudo é a ausência do índice de regurgitação aórtica, o que impossibilita sua comparação com o nosso método. Limitações da avaliação por VD-RA incluem sua viabilidade. Por ser um estudo retrospectivo, a aquisição da aortografia não foi específica para a avaliação da RA por VD. Para a realização da VD de maneira adequada, a aquisição da aortografia deveria ser feita sem sobreposição de ROIs com contraste preenchendo a aorta ascendente/descendente. Recentemente, Teng et al., 39 relataram como planejar uma projeção livre de sobreposições para a avaliação da RA por VD. 39 Um protocolo de aquisição específico possibilitaria maior viabilidade da avaliação. Nós tentamos contornar essa limitação escolhendo os casos que realmente apresentaram adequada aquisição de imagens, o que acarretou diminuição do tamanho da nossa amostra. Um estudo clínico prospectivo é necessário para confirmar essa hipótese. Até o momento, o programa CAAS‑A-valve está apenas disponível como um sistema offline . Tentativas estão sendo feitas para permitir uma avaliação online . 40 Em um futuro próximo, um sistema online provavelmente possibilitará o uso da VD-RA como guia para TAVI. Neste estudo, nenhum parâmetro ecocardiográfico foi registrado após implante de THV, e sim após a PDB. Informações sobre calcificação do anel, da valva nativa e na via de saída do ventrículo por tomografia computadorizada não estavam disponíveis. Conclusão VD-RA após implante de THV permite que o operador avalie quantitativamente a regurgitação, racionalize a realização da PDB e avalie sua eficácia. Agradecimentos Agradecemos a Jean-Paul Aben pelo preparo do vídeo de apoio. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa: Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Tateishi H, Cavalcante R, Collet C, Asano T, Tenekecioglu E, Mangione JA, Abizaid A, Soliman OII, Onuma Y, Serruys PW, Lemos PA, Brito Jr. FS;Obtençãodedados:Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Tateishi H, Cavalcante R, Katagiri Y, Sarmento-LeiteR,Mangione JA, AbizaidA, SolimanOII,Onuma Y, Serruys PW, Lemos PA, Brito Jr. FS; Análise e interpretação dos dados: Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Tateishi H, Cavalcante R, Collet C, Asano T, Katagiri Y, Tenekecioglu E, MangioneJA,AbizaidA,SolimanOII,OnumaY,SerruysPW;Análise estatística: Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Cavalcante R, Collet C, Asano T, Katagiri Y, Mangione JA, Abizaid A, SolimanOII, Serruys PW, Brito Jr. FS; Redação do manuscrito: Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Asano T, Mangione JA, Serruys PW; Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Miyazaki Y, Modolo R, Abdelghani M, Tateishi H, Cavalcante R, Collet C, Asano T, Katagiri Y, Tenekecioglu E, Sarmento-LeiteR,Mangione JA, AbizaidA, SolimanOII,Onuma Y, Serruys PW, Lemos PA, Brito Jr. FS. Potencial conflito de interesses Rogério Sarmento-Leite, José A. Mangione, e Fabio S. de Brito Jr são proctors da Medtronic e Edwards Lifesciences. Pedro A. Lemos proctor da Edwards Lifesciences e Boston Scientific. Todos os demais autores não têm conflitos de interesse relevantes a declarar. Fontes de financiamento Opresente estudo não teve fontes de financiamento externas. Vinculação acadêmica Este artigo é parte de tese de Doutorado de Yosuke Miyazaki pela Erasmus University. Aprovação ética e consentimento informado Para este estudo foram usados dados do Registro brasileiro de TAVI. Este registro foi aprovado pelo comitê de ética de todas as instituições participantes, e todos os pacientes incluídos prospectivamente assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Todos os procedimentos realizados estavam de acordo com a Declaração de Helsinki. 1. Kodali SK,WilliamsMR, Smith CR, Svenson LG,Webb JG, Makkan RR, et al. Two-year outcomes after transcatheter or surgical aortic-valve replacement. N Engl J Med. 2012; 366(18): 1686-95. 2. Kodali S, Pibarot P, Douglas PS,Williams M, Yu K, Thourani V, et al. Paravalvular regurgitation after transcatheter aortic valve replacement with the Edwards sapien valve in the PARTNER trial: characterizing patients and impact on outcomes. Eur Heart J . 2015; 36(7): 449-56. 3. Athappan G, Patvardhan E, Tuzcu EM, Svenson LG, Lemos PA, Fraccaro C, et al. Incidence, predictors, and outcomes of aortic regurgitation after transcatheter aortic valve replacement: meta-analysis and systematic review of literature. J Am Coll Cardiol. 2013; 61(15): 1585-95. 4. Reardon MJ, Van Mieghem NM, Popma JJ, Kleimar NS, Sondergaacd L,et al. Surgical or Transcatheter Aortic-Valve Replacement in Intermediate-Risk Patients. N Engl J Med. 2017; 376(14): 1321-31. 5. Abdelghani M, Serruys PW. Transcatheter Aortic Valve Implantation in Lower-Risk Patients With Aortic Stenosis: Is It Justified to Be the Preferred Treatment? Circ Cardiovasc Interv.2016;9(4): e002944. 6. Pibarot P, Hahn RT,WeissmanNJ, MonaghanMJ. Assessment of paravalvular regurgitation following TAVR: a proposal of unifying grading scheme. JACC Cardiovasc Imaging . 2015;8(3):340-60. 7. Schulz E, Jabs A, Gori T, von Bardeleben S, Hink U, Kasper-Konig W, et al. Transcatheter aortic valve implantation with the new-generation Evolut R: Comparison with CoreValve(R) in a single center cohort. Int.J Cardiol Heart Vasc. 2016 Jul 5;12: 52-6. 8. Nombela-Franco L, Rodes-Cabau J, DeLarochelliere R, Larose F, Doyle D, Villeneuve J, et al. Predictive factors, efficacy, and safety of balloon post-dilation after transcatheter aortic valve implantation with a balloon- expandable valve. JACC Cardiovasc Interv . 2012; 5(5): 499-512. Referências 201

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