ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Diretrizes 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):230-289 Tabela 4.17 – Rotina de consultas e exames no seguimento ambulatorial do paciente transplantado cardíaco Consultas no pós- transplante Semana 2 a 4 a 6 a 8a 10 a 12 a 16 a 20 a 24 a 30 a 36 a 44 a 52 a 76 a 100 a Lab padrão X X X X X X X X X X X Mini lab X X X X ACMV ou PCR para CMV X X X X X X ECOTT X X X X X ECOTT com dobuta X BEM X X X X X X† X CATE E X Gálio-67 X† X PRA X X X * Após 1 ano, sugerem-se consultas semestrais, revezando-se o ECO com ECO com estresse farmacológico com dobutamina, e gálio anual. † BEM da 36ª semana pode ser substituída por cintilografia com gálio-67, conforme julgamento clínico. Lab padrão: nível sérico dos imunossupressores, hemograma completo, TGO, TGP, GGT, fosfatase alcalina, CPK, colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos, ácido úrico, glicemia jejum, hemoglobina glicada, TSH, T4 livre, proteína C-reativa, sódio, potássio, magnésio, ureia, creatinina, urina tipo 1; Mini lab: nível sérico dos imunossupressores, hemograma completo, ureia, creatinina, sódio, potássio, magnésio; ACMV: antigemia para citomegalovírus; PCR para CMV: pesquisa em cadeia de polimerase para citomegalovírus; ECOTT: ecocardiograma transtorácico; BEM: biópsia endomiocardíca; CATE E: cineangiocoronáriografia; PRA: painel de reativade contra linfócitos; gálio-67: cintilografia miocárdica com gálio. Tabela 4.18 – Recomendações para biópsia endomiocárdica (BEM) no seguimento do transplante cardíaco Classe de Recomendação Indicação Nível de Evidência I Realizar BEM na suspeita de rejeição C Realizar BEM no primeiro ano pós transplante, conforme protocolos institucionais IIa Realizar BEM após o primeiro ano nos pacientes de risco elevado para rejeição tardia C demonstrou que menor idade, história de rejeição, tempo precoce após o procedimento e etnia afro-americana são fatores de risco para rejeição tardia. Este estudo demonstrou ainda que realizar BEM de seguimento no período entre 2 e 5 anos reduzia a mortalidade no transplante, sem benefício adicional após 5 anos em pacientes assintomáticos. 149 Mais recentemente, outro estudo comparou uma abordagem padrão, que mantinha biópsias regulares até o quinto ano, com outra conservadora, que parava as biópsias após 6 meses de transplante. Concluiu-se que, em pacientes com imunossupressão atual e na ausência de indicação clínica ou achados ecocardiográficos que sugiram rejeição clínica, existe pequena chance de uma BEM realizada após 6 meses identificar rejeição com necessidade de mudança no regime imunossupressor. 150 Testes não invasivos têm sido avaliados no rastreio de rejeição nos pacientes com mais de 6 meses a 1 ano de transplante. Dentre estes, destacamos a cintilografia com gálio-67, a qual tem sido bastante utilizada em nosso meio. O exame permite a detecção de inflamação no miocárdio e apresenta elevada sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de rejeição, assim como boa sensibilidade para avaliação da gravidade da rejeição. O acompanhamento seriado com este método reduz significativamente a necessidade de BEM. Sugere-se a realização do exame a cada 6 meses, após 1 ano de transplante. 151 4.3.2. Monitorização de Doença Vascular do Enxerto A monitorização de doença vascular de enxerto é recomendada após o TxC. Sua identificação tem impacto no prognóstico e na decisão de terapia de manutenção do paciente transplantado. Este tema será abordado em tópico específico nesta diretriz. 4.3.3. Monitorização Imunológica 4.3.3.1. Detecção de Anticorpos Anti-HLA e Não HLA no Pós-transplante O desenvolvimento da tecnologia de SPI ( Solid-Phase Immunoassay ) para detecção de anticorpos anti-HLA 260

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