ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Diretrizes 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):230-289 Tabela 4.11 – Recomendações para monitoração de citomegalovírus (CMV) após o transplante cardíaco Classe de Recomendação Indicação Nível de evidência I PCR para CMV é o método de escolha para diagnóstico, guiar tratamento preemptivo e monitorar resposta terapêutica C Antigenemia para CMV como alternativa nos centros sem possibilidade de realizar PCR para CMV C PCR: reação em cadeia de polimerase. Tabela 4.12 – Recomendações de profilaxia/tratamento preemptivo para citomegalovírus (CMV) Classe de Recomendação Indicação Nível de Evidência I Realizar profilaxia primária para CMV em receptores soronegativos de doadores soropositivos por 3 a 6 meses, com valganciclovir oral ou ganciclovir endovenoso B Estratégia de terapia preemptiva ou profilaxia nos receptores soropositivos IIa Após o período de profilaxia, manter estratégia de terapia preemptiva por 3 meses, pelo risco de infecção tardia C Após tratamento de rejeição, estratégia de terapia preemptiva ou profilaxia por pelo menos 30 dias Tratamento preemptivo: início de terapia específica contra o CMV mediante resultado alterado na monitoração do CMV, por meio de antigenemia ou reação em cadeia de polimerase para CMV (vide tabela 4.32). Tabela 4.13 – Recomendações de profilaxias contra herpes Classe de Recomendação Indicação Nível de Evidência I Uso de aciclovir o valaciclovir para profilaxia de herpes por 30 a 90 dias, após terapia de indução ou pulsoterapia B Tabela 4.14 – Recomendações para profilaxia contra toxosplamose Classe de Recomendação Indicação Nível de Evidência I Profilaxia nos receptores soronegativos de doadores soropositivos com sulfametoxazol-trimetropim B IIa Profilaxia nos receptores soronegativos de doadores soropositivos com pirimetamina C nos pacientes que não irão receber profilaxia para CMV. Seu uso também deve ser considerado em pacientes que apresentam recorrência frequente de reativação clínica ou que forem submetidos a grau mais intenso de imunossupressão (sobretudo com uso de ATS) (Tabela 4.13). 142 4.2.3. Profilaxias Contra Fungos e Protozoários 4.2.3.1. Toxoplasmose A toxoplasmose no paciente transplantado é uma infecção potencialmente grave e com alta letalidade. Pode se manifestar com miocardite, encefalite, pneumonite ou ainda com envolvimento de múltiplos órgãos. Ocorre principalmente nos 3 primeiros meses após o transplante, sendo mais comumente transmitida pelo enxerto neste período. Está indicada a profilaxia nos receptores soronegativos de doadores soropositivos. A profilaxia com sulfametoxazol-trimetropim (160 a 800 mg) diário ou por três vezes na semana mostrou- se eficaz e é a mais comumente utilizada. A profilaxia com pirimetamina isoladamente (25 mg/dia) é também uma opção eficaz. Recomenda-se realizar sorologia mensalmente até o final da profilaxia (6 meses). Em receptores soronegativos, medidas higiênicas devem ser tomadas para evitar a infecção por meio de carnes malcozidas ou vegetais crus (Tabela 4.14). 143,144 4.2.3.2 Pneumocistose Pneumocystis jirovecii (anteriormente denominado Pneumocystis carinii ) é um microrganismo presente universalmente no ambiente, sendo uma causa bem conhecida de infecção pulmonar no paciente imunossuprimido. O risco maior de infecção ocorre nos primeiros 6 meses após o transplante, sendo este o período no qual recomenda-se o 258

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