ABC | Volume 111, Nº2, Agosto 2018

Artigo de Revisão Leite et al Aspirina e terapia hormonal no câncer de mama Arq Bras Cardiol. 2018; 111(2):205-212 Tabela 2 – Eventos associados ao uso dos moduladores seletivos de receptor do estrogênio (MSRE) Estudo, ano Tipo de estudo Pacientes (n) MSRE avaliado/ comparação Câncer de mama TEV AVC DAC STAR / Vogel et al. 11 / 2006 Ensaio clínico 19.747 em pós‑menopausa Tamoxifeno e raloxifeno Redução do risco em 50% ( in situ – tamoxifeno e raloxifeno e invasor – tamoxifeno) Aumento, raloxifeno < tamoxifeno em 30% Redução (tamoxifeno e raloxifeno) Aumento (tamoxifeno e raloxifeno) MORE / Cauley et al. 13 / 2001 Ensaio clínico 7.705 em pós- menopausa Raloxifeno e placebo Redução do risco em 72% após 4 anos Aumento Neutro Neutro CORE / Martino et al. 14 / 2004 Ensaio clínico 5.213 em pós- menopausa Raloxifeno e placebo Redução do risco em 59% Aumento NSABP / Fisher et al. 9 / 1998 Ensaio clínico 13.388 com risco de câncer de mama Tamoxifeno e placebo Redução do risco em 49% Aumento Aumento Neutro IBIS-1 / Cuzick et al. 8 / 2002 Ensaio clínico 7.152 com risco de câncer de mama Tamoxifeno e placebo Redução do risco 32% Aumento neutro neutro RUTH / Barret- Connor et al. 21 / 2006 Ensaio Clínico 10.101 em pós- menopausa Raloxifeno e placebo Redução do risco de câncer inavasor 55% Aumento de 44% Aumento de 49% Neutro TEV: tromboembolismo venoso; AVC: acidente vascular cerebral; DAC: doença arterial coronariana. Tabela 3 – Aspirina e moduladores seletivos de receptores de estrogênio (MSRE) Autor, ano Tipo de estudo Pacientes (n) MSRE e/ou aspirina Principais Conclusões Holmes et al., 40 2008 Ensaio clínico 30 Tamoxifeno ou inibidor da aromatase + AAS AAS atenuou o aumento de VEGF associado ao tamoxifeno Holmes et al., 44 2010 Coorte prospectiva 4.164 AAS Redução de recorrência e morte por câncer de mama Holmes et al., 41 2013 Ensaio clínico 12 Tamoxifeno + AAS Redução de VEGF e aumento de TSP-1 Holmes et al., 45 2014 Caso-controle 27.426 AAS Não há beneficio durante doença terminal Yang et al., 46 2017 Coorte retrospectiva 148.739 AAS Redução de risco de câncer de mama em diabéticos Fraser et al., 47 2014 Coorte 4.627 AAS Redução do risco de morte por todas as causas Jhonson et al., 48 2002 Coorte prospectiva 27.616 AAS Redução de risco de câncer de mama Harris et al., 53 1999 Coorte prospectiva 32.505 AAS/ ibuprofeno Redução de risco de câncer de mama Duvernoy et al., 43 2010 (RUTH Trial) Ensaio clínico 10.101 Raloxifeno + AAS Não alterou o risco de TEV AAS: ácido acetilsalicílico; VEGF: fator de crescimento do endotélio vascular; TSP-1: trombospondina-1; TEV: tromboembolismo venoso. risco de recorrência e morte por câncer de mama. 44 De modo oposto, outro estudo, com 27.426 mulheres com câncer de mama, demonstrou que não houve associação entre o uso de aspirina e a morte por câncer de mama. 45 Um estudo de coorte retrospectivo foi realizado em Taiwan com 148.739 mulheres diabéticas, das quais 27.378 com uso de aspirina entre 75 mg e 165 mg ao dia foram comparadas com mulheres sem o uso de aspirina. Em geral, o uso de aspirina reduziu o risco de câncer de mama em 18% (Hazard Ratio − HR de 0,82; IC95% 0,71-0,94). Especificamente, observou-se dose cumulativa de aspirina superior a 88.900 mg para reduzir o risco de câncer de mama em 47%. 46 Uma coorte na Escócia identificou 4.627 mulheres com câncer de mama ao longo de 11 anos. O uso da aspirina após o diagnóstico foi identificado em 1.035 mulheres (22,4%). A maioria usou a dose de 75 mg ao dia. Concluiu-se que a aspirina em baixa dose esteve associada à redução do risco de morte por todas as causas e câncer de mama. 47 Outra coorte, com 27.616 mulheres na pós-menopausa, identificou 938 casos de câncer de mama em 6 anos de seguimento, traduzindo RR de 0,71 (IC95% 0,58-0,87) para aquelas que fizeram uso de aspirina no mínimo seis vezes por semana, quando comparadas com as que não usaram esta medicação. 48 Evidências de estudos de caso-controle e coorte sugerem redução do risco de câncer de mama em cerca de 10% para a aspirina. 49,50 Resultados semelhantes foram encontrados com outros AINEs e inibidores da Ciclo-Oxigenase 2 (COX-2). 51 Rothwell et al., 52 analisaram sete ensaios randomizados para o uso regular de aspirina com duração mínima de 4 anos para determinar o efeito da aspirina sobre o risco de morte por câncer. A aspirina diária reduziu mortes devido a vários tipos de câncer durante e após os estudos. O benefício aumentou com a duração do tratamento e foi consistente em todas as diferentes populações estudadas. 209

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