ABC | Volume 111, Nº1, Julho 2018
Relato de Caso Atik et al. Suporte circulatório mecânico na cardiomiopatia chagásica Arq Bras Cardiol. 2018; 111(1):112-114 de hemólise que foi tratado com heparina intravenosa. A bomba funcionou bem sem indícios de falha ou trombose. A insuficiência cardíaca tardia não foi um problema e o desempenho no exercício foi excelente. A ecocardiografia revelou insuficiência tricúspide leve e pressão sistólica do ventrículo direito de 30 mmHg. Neste ponto, o paciente não mostra interesse em ser transplantado. Discussão O presente relatório indica que, em pacientes com cardiomiopatia de Chagas com falha biventricular grave, um dispositivo de assistência ventricular esquerdo (e não necessariamente um suporte biventricular) pode ser considerado como uma modalidade de suporte circulatório mecânico como ponte para candidatura ou transplante. Os achados patológicos frequentes a serem observados são aneurismas apicais, trombos de parede, paredes ventriculares muito finas e arritmias ventriculares complexas refratárias à ablação. A terapia alvo, em teoria, é uma alternativa possível para aqueles pacientes que não apresentam insuficiência cardíaca tardia, o que é uma possível manifestação natural da doença. Dado que os dados publicados são muito limitados e a experiência com suporte circulatório mecânico na América Latina é escassa, não há consenso quanto à melhor estratégia. Moreira et al foram os primeiros a informar o uso de dispositivos paracorporais na cardiomiopatia chagásica, com resultados inconsistentes. 6 Mais recentemente, Kransdorf et al., 7 relataram a experiência dos Estados Unidos Figura 1 – Radiografia do tórax após a implantação do ECLS. Figura 2 – Radiografia do tórax após a implantação do dispositivo de assistência ventrícular esquerda. 113
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