ABC | Volume 111, Nº1, Julho 2018
Ponto de Vista Behr et al PCSK9 em pacientes com risco cardiovascular Arq Bras Cardiol. 2018; 111(1):104-108 Tabela 1 – NNT em 5 anos para prevenir um evento cardiovascular (CV) em indivíduos com “alto risco CV” e “muito alto risco CV”, já tratados com estatinas de alta potência, ao adicionar inibidor de PCSK9 (I-PCSK9) LDL-C inicial Redução do LDL-C em 50% com I-PCSK9 Redução do LDL-C em 65% com I-PCSK9 Alto risco (risco de DCVA em 10 anos de 20-29%) 190 19 15 160 23 18 130 28 22 100 37 28 70 53 40 Muito alto risco (risco de DCVA em 10 anos ≥ 30%) 190 13 10 160 15 12 130 19 15 100 25 19 70 35 27 LDL-C: low-density-lipoprotein cholesterol; PCSK9: proprotein convertase subtilisin/kexin type 9; DCVA: doença cardiovascular aterosclerótica. Tabela adaptada com permissão de Elsevier. 16 16 12 8 4 40 50 80 90 120 120 160 160 67 LDL-c (mg/dL) –25% –25% –25% –25% Risco Cardiovascular Absoluto (%) –20% –15% –11% –8% 15 12 10,2 9,1 8,3 Figura 1 – Redução do risco absoluto para a mesma redução relativa do LDL-C a partir de diferentes níveis iniciais do LDL-C. (Figura reimpressa com permissão de Oxford University Press). 17 Embora exista um consenso que NNTs até 50 são considerados aceitáveis 19 para novas intervenções, devemos lembrar que os I-PCSK9 são drogas de alto custo. Por outro lado, NNTs abaixo de 20 são raramente obtidos em intervenções para tratamento ou prevenção de DCV, resultantes de estudos atuais. 20 Dessa maneira, partindo da premissa que os I-PCSK9 reduzemempelomenos 50% o LDL-C, demaneira consistente, consideramos queNNTs abaixo de 30 são plenamente aceitáveis e identificam um subgrupo de indivíduos que terão grande benefício com o uso dessa nova classe de medicamentos. Consideramos, portanto, que pacientes com “alto risco” CV, plenamente tratados com estatina de alta potência associada à ezetimiba, e que apresentem LDL-C acima de 130 mg/dl, terão expressiva redução do risco de eventos CV ao associar I-PCSK9. 106
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