ABC | Volume 110, Nº1, Janeiro 2018
Artigo Original Cerqueira Junior et al Escore GRACE em muito idosos Arq Bras Cardiol. 2018; 110(1):24-29 Figura 1 – Curvas ROC do Escore GRACE para a predição de mortalidade hospitalar em pacientes ≥ 80 anos versus < 80 anos com síndromes coronarianas agudas. Área abaixo da curva nos muito idosos foi de 0,86 (95% IC = 0,78 – 0,93), sem diferença em relação ao valor encontrado nos pacientes < 80 anos (estatística-C = 0,83; 95% IC = 0,75 – 0,91), com p = 0,69 na comparação das duas curvas. 1,0 1,0 0,8 0,8 0,6 0,6 0,4 0,4 0,2 0,2 0,0 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 0,0 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 1 – Especificidade 1 – Especificidade Sensibilidade Idade < 80 anos Idade ≥ 80 anos Discussão O presente estudo demonstra que o Escore GRACE possui acurácia satisfatória na predição de óbito hospitalar em indivíduos muito idosos com SAC (octogenários e nonagenários). A comparação com indivíduos commenos de 80 anos não evidenciou perda da capacidade discriminatória ou de calibração do GRACE com o progredir da idade. Valores de estatística-C maiores que 0,80 com estreitos intervalos de confiança, além do linear crescimento de mortalidade observada nos diferentes quartis de mortalidade predita pelo GRACE, são claras evidências de manutenção do desempenho desse escore em muito idosos. Embora Figura 2 – Calibração do Escore GRACE na predição de mortalidade hospitalar em pacientes ≥ 80 anos versus < 80 anos com síndromes coronarianas agudas. Os gráficos representam a comparação entre mortalidade predita e observada, em quartis de probabilidade prevista pelo Escore GRACE. 14% 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0% Quartil I Quartil II Quartil III Quartil IV Quartil I Quartil II Quartil III Quartil IV Tercis de Mortalidade Predita pelo GRACE Tercis de Mortalidade Predita pelo GRACE Idade < 80 anos Idade ≥ 80 anos Mortalidade Hospitalar Mortalidade Hospitalar Predito Observado Predito Observado 50% 40% 30% 10% 0% 20% 0,4% 0,5% 0,8% 1,0% 1,0% 1,7% 7,1% 11,9% 1,7% 2,4% 3,5% 5,0% 7,0% 10,2% 22,8% 47,0% no quarto quartil de mortalidade prevista tenha havido subestimativa de risco em relação ao observado, essa diferença não comprometeu a categorização do quarto maior grupo de risco, pois tanto o observado quanto o predito estavam em faixas de mortalidade consideradas altas para SCAs. 4 Confirmando a acurácia do GRACE em idosos, não houve interação entre adequação do modelo GRACE e grupo etário definido pelo ponto de corte de 80 anos. Idade é o marcador de maior força de influência na probabilidade de óbito hospitalar em pacientes internados com SCA, observando-se crescimento exponencial de risco na medida em que o valor dessa variável aumenta. 6,9,10 27
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