ABC | Volume 110, Nº1, Janeiro 2018
Artigo Original Fischer et al Polimorfismos e extensão da doença coronária Arq Bras Cardiol. 2018; 110(1):16-23 Tabela 3 – Distribuição das frequências alélicas e genotípicas para os polimorfismos dos genes que codificam a PON-1, MTHFR, ENOS, ECA, AT1R, APOC3 e LPL Gene Frequência alélica Frequência genotípica (%) Valor de p (Hardy Weinberg) PON-1 Q R QQ QR RR 0,63 0,37 36 (31) 76 (65) 4 (4) 0,0004 MTHFR C T CC CT TT 0,61 0,39 35 (30) 72 (62) 9 (8) 0,0131 ENOS G T GG GT TT 0,43 0,57 10 (9) 80 (69) 26 (22) 0,0006 ECA I D II ID DD 0,33 0,67 17 (15) 42 (36) 57 (49) 0,1955 AT1R A C AA AC CC 0,75 0,25 70 (60) 35 (30) 11 (10) 0,2351 APOC3 S1 S2 S1S1 S1S2 S2S2 0,16 0,84 2 (2) 33 (28) 81 (70) 0,8310 LPL D N DD DN NN 0,34 0,66 17 (15) 45 (39) 54 (46) 0,3095 PON-1: paraoxonase-1; MTHFR: metilenotetrahidrofolato redutase; ENOS: óxido nítrico sintase endotelial; ECA: enzima conversora da angiotensina; AT1R: receptor tipo 1 da angiotensina II; APOC3: apolipoproteína C3; LPL: lipoproteína lipase. p < 0,05, teste do qui-quadrado. Frequências genotípicas esperadas vs. observadas não estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg na população estudada. http://publicacoes.cardiol.br/portal/2017/abc/v11001/ pdf/11001005_anexo.pdf) . Para o gene da ENOS , a prevalência de diabetes foi maior nos genótipos GT/TT comparada ao GG (34% vs. 0%; p = 0,026); o RVEI (%) tendeu a ser maior no genótipo GG vs. GT/TT [18,2 (15,2‑24,0) vs. 14,0 (8,5‑20,0); p = 0,050]. Além disso, a glicemia (mg/dL), a HbA1c (%) e os níveis de adiponectina (ng/mL) foram maiores nos genótipos GT/TT vs. GG [(127 ± 48 vs. 106 ± 12, p = 0,001; 6,6 ± 1,9 vs. 5,9 ± 0,6, p = 0,028; 5010 (2688-10139) vs. 2148 (1912‑3435), p = 0,011] (Tabelas Suplementares 5 e 6) (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/portal/2017/abc/v11001/ pdf/11001005_anexo.pdf) . Para o gene ECA , a frequência cardíaca (bpm) foi maior entre os ID/DD comparada aos II (71 ± 13 vs. 65 ± 11, p = 0,042) (Tabelas Suplementares 7 e 8) (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/ portal/2017/abc/v11001/pdf/11001005_anexo.pdf) . Os polimorfismos do gene AT1R não influenciaram variáveis clínicas ou laboratoriais (Tabelas Suplementares 9 e 10) (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/portal/2017/abc/v11001/ pdf/11001005_anexo.pdf) . Para o gene APOC3 , a FMD (%) foi maior entre os portadores do genótipo S2S2 comparado aos S1S1/S1S2 (14,7 ± 9,6 vs. 11,5 ± 5,2, p = 0,026) (Tabelas Suplementares 11 e 12) (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/ portal/2017/abc/v11001/pdf/11001005_anexo.pdf) e para o gene LPL , a pressão arterial diastólica (mmHg) foi menor no genótipo DD comparado a DN/NN (79 ± 15 vs. 87 ± 16, p = 0,043). Observou-se ainda maior grau de aterosclerose coronária, avaliada pelo escore de Gensini > mediana (%) entre os portadores do genótipo DD comparado a DN/NN (77% vs. 46%, p = 0,039) (Tabelas Suplementares 13 e 14) (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/portal/2017/abc/ v11001/pdf/11001005_anexo.pdf) . Associaçes entre os genotipos estudados e a extensao e gravidade da DAC Assumiu-se o modelo de dominância e uma pontuaço de 1 a 3 para os genotipos isoladamente, com valores de 1 para a ausência do alelo de risco, 2, para a presença de um alelo de risco e 3, para a presença de 2 alelos de risco do mesmo gene. Assim, foi atribuido o valor 1 aos genotipos QQ da PON-1 , CC da MTHFR , GG da ENOS , II da ECA , AA do AT1R , S2S2 da APOC3 e DD da LPL . Foi atribuido valor 2 para os genotipos QR da PON-1 , CT da MTHFR , GT da ENOS , ID da ECA , AC do AT1R , S1S2 da APOC3 e DN da LPL . Foi atribuido valor 3 para os genotipos RR da PON-1 , TT da MTHFR , TT da ENOS , DD da ECA , CC do AT1R , S1S1 da APOC3 e NN da LPL . A soma dos valores atribuidos a cada gene (valores de 7 a 21) resultou em um escore genetico. Esse escore foi avaliado em valores absolutos, e tambem em relação à mediana (acima ou abaixo). Foram feitas correlaçes entre os escores genetico e de Gensini, quer de maneira absoluta ou categorizados pela mediana. Os resultados sao apresentados na Tabela 4 e na Tabela Suplementar 15 (acesse o link: http://publicacoes.cardiol.br/portal/2017/abc/v11001/ pdf/11001005_anexo.pdf) . Tanto o escore genetico como o escore de Gensini apresentaram distribuiço normal. O escore genético teve tendência a ser maior nos pacientes com escore de Gensini < P50 (13,7 ± 1,5 vs. 13,0 ± 1,6, p = 0,066, teste t de Student para amostras independentes). O escore de Gensini não diferiu entre os escores genéticos acima ou abaixo da mediana (P50) [26 (0,00-44,00) vs. 18 (0,25-33,70), p = 0,329]. Nessa população de pacientes com SCA recente e SM, houve fraca correlação inversa entre o escore genético e o de Gensini (R = –0,194, p = 0,078, coeficiente de correlação de Pearson). 20
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