ABC | Volume 114, Nº4, Abril 2020
Minieditorial Timóteo Escore GRACE e NT-proBNP Arq Bras Cardiol. 2020; 114(4):673-674 Há também algumas limitações adicionais no presente estudo. A inclusão foi realizada por seis anos, mas apenas 352 pacientes foram incluídos. Embora a amostra seja adequada em relação ao tamanho da amostra do estudo apresentado, ela sugere que a inclusão não foi consecutiva e vários pacientes não foram considerados. Essa é uma fonte potencial de viés. Outro fato importante é que nenhum dado é apresentado sobre características basais importantes. Por essa razão, não podemos avaliar se a amostra realmente representa as características usuais do paciente nas coortes de síndromes coronárias agudas. Também não sabemos quais foram os ajustes feitos na análise multivariada. Ou seja, se todas as variáveis com possível impacto no prognóstico e nos níveis de NT-proBNP foram consideradas no ajuste multivariado. A definição de “insuficiência cardíaca” utilizada pelos autores também não está claramente explicada. Em conclusão, o presente estudo mostra que em uma coorte contemporânea de pacientes com todo o espectro de síndromes coronarianas agudas, embora o NT-proBNP tenha um valor prognóstico moderado independente para a mortalidade cardiovascular hospitalar, ele não melhora a precisão prognóstica da estratificação de risco do escore de risco GRACE. Mas precisamos aprimorá-lo e adicionar complexidade substancial ao seu uso? Não acredito que seja esse o caso. 1. Ponikowski P, Voors AA, Anker SD, Bueno H, Cleland JGF, Coats AJS, et al. 2016 ESC guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure: The Task Force for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure of the European Society of Cardiology (ESC) Developed with the special contribution of the Heart Failure Association (HFA) of the ESC. Eur Heart J. 2016;37(27):2129-2200. 2. Poole-Wilson PA. Who are the enemies? Lack of oxygen. Eur Heart J Suppl. 2002;4(Suppl G):G15-9. 3. Wiese S, Breyer T, Dragu A, Wakili R, Burkard T, Schmidt-Schweda S, et al. Gene expression of brain natriuretic peptide in isolated atrial and ventricular human myocardium: influence of angiotensin 2 and diastolic fiber length. Circulation. 2000;102(25):3074-9. 4. Goetz JP, Christofferson C, Perko M, Arendrup H, Rehfeld JF, Kastrup J, et al. Increase cardiac BNP expression associated with myocardial ischemia. FASEB J. 2003;17(9):1105-7. 5. Morita E, Yasue H, Yoshimura M, Ogawa H, Jougasaki M, Matsumura T, et al. Increased plasma levels of brain natriuretic peptide in patients with acute myocardial infarction. Circulation. 1993;88(1):82-91. 6. KwanG, IsaksomSR, Beede J, Clopton P, Maisel AS, Fitzgerald RL. Short-term serial sampling of natriuretic peptides in patients presenting with chest pain. J Am Coll Cardiol. 2007;49(11):1186-92. 7. TimóteoAT, Toste A, Ramos R, Miranda F, FerreiraML, Oliveira JA, et al.Does admissionNT-proBNP increasestheprognosticaccuracyofGRACEriskscore in the prediction of short-term mortality after acute coronary syndromes? Acute Card Care. 2009;11(4):236-42. 8. Taiwar S, Squire IB, Downie PF, Mccullough AM, Campton MC, Davies JE, et al. Profile of plasma N-terminal proBNP following acute myocardial infarction; correlation with left ventricular systolic dysfunction. Eur Heart J. 2000;21(18):1514-21. 9. Galvani M, Ottani F, Oltrona L, Ardissino D, Gensini GF, Maggioni AP, et al. N-terminal-pro brain natriuretic peptide on admission has prognostic value across the whole spectrumof acute coronary syndromes. Circulation. 2004;110(2):128-34. 10. Morrow DA, de Lemos JA, Sabatine MS, Murphy SA, Demopoulos LA, DiBattiste PM, et al. Evaluation of B-type natriuretic peptide for risk assessment in unstable angina / non-ST-elevation myocardial infarction: B-type natriuretic peptide and prognosis in TACTICS-TIMI 18. J Am Coll Cardiol. 2003;41(8):1264-72. 11. Granger CB, Goldberg RJ, Dabbous O, Pieper KS, Eagle KA, CannonCP, et al. Predictors of hospital mortality with global registry of acute coronary events. Arch Intern Med. 2003;163(19):2345-53. 12. Roffi M, Patrono C, Collet JP, Mueller C, Valgimigli M, Andreotti F, et al. 2015 ESC guidelines for themanagement of acute coronary syndromes in patients presenting without persistent ST-segment elevation: Task Force for the Management of Acute Coronary Syndromes in Patients Presenting without Persistent ST-Segment Elevation of the European Society of Cardiology (ESC). Eur Heart J. 2016;37(3):267-315. 13. Souza TMB, Cerqueira Jr AMS, Suerdieck JG, SáNC, SodréGS, Correia VCA, et al. Prognostic Value of NT-proBNP versus Killip Classification in Patients with Acute Coronary Syndromes. Arq Bras Cardiol. 2020; 114(4):666-672. Referências Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença de atribuição pelo Creative Commons 674
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