ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020

Minieditorial Minieditorial: “Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM” Short Editorial: “Creation and Implementation of a Prospective Multicenter Registry of Acute Myocardial Infarction: RIAM” José Mariani Junior 1,2, 3 Hospital Israelita Albert Einstein, 1 São Paulo, SP, Brasil Santa Casa de São Paulo, 2 São Paulo, SP, Brasil Instituto do Coração – HCFMUSP, 3 São Paulo, SP, Brasil Correspondência: José Mariani Junior • Hospital Israelita Albert Einstein – Medicina Intervencionista – 4 Andar – Bloco B – Av. Albert Einstein, 627. CEP 05652-900, Morumbi, São Paulo, SP - Brasil E-mail: jose.mariani@einstein.br Palavras-chave Doenças Cardiovasculares/mortalidade; Epidemiologia; Infarto do Miocárdio/prevenção e controle; Política de Saúde Pública; Base de Dados; Tomada de Decisões. As doenças cardiovasculares, incluindo o infarto agudo do miocárdio (IAM), representam importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com elevadas taxas de incidência e mortalidade. 1 A taxa de mortalidade brasileira por esse grupo de causas (183,3/100.000) 1,2 encontra-se entre as maiores do mundo e é semelhante à de países como a China e do Leste Europeu. 1,3 A instituição de políticas de promoção de saúde, diagnóstico precoce e tratamento efetivo estão entre as mais importantes estratégias de prevenção e tratamento dessas doenças, que ainda correspondem à principal causa de mortalidade em todo o mundo em pacientes adultos. Porém, o reconhecimento bem como a mensuração real e efetiva dessas doenças ainda estão dentre as estratégias a serem otimizadas no nosso meio. Assim, faz-se necessário conhecer e quantificar efetivamente os pacientes comdiagnóstico de IAMpara quemedidas efetivas e assertivas possam ser tomadas na tentativa de reduzir sua morbimortalidade. Uma das maneiras mais conhecidas para esse tipo de mensuração consiste na elaboração de um banco de dados representativo e de fácil acesso e interpretação. Ainda assim, esbarramos emmais um problema, que consiste em como fazê-lo e implementá-lo. Boa parte dessas questões foram respondidas elegantemente no artigo elaborado por Vaz et al., 4 intitulado: “Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Paciente com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM”. 4 A descrição clara e objetiva do passo a passo para a criação, implementação e expansão desse banco de dados constitui literatura rara e imperdível para todos os envolvidos na abordagem dessas patologias. A possibilidade de termos acesso a informações geradas por bancos de dados bem desenhados e confiáveis oferece uma fotografia mais próxima da nossa realidade, aumentando a eficácia na tomada de decisões e tornando a gestão financeira mais eficiente, o que é crucial para nossas políticas de saúde pública. DOI: https://doi.org/10.36660/abc.20200158 1. Santos J, Meira KC, Camacho AR, Salvador PTCO, Guimaraes RM, Pierin AMG,SimoesTC,FreireFHMA.Mortalidadepor infartoagudodomiocárdio no Brasil e suas regiões geográficas: análise do efeito da idade-período- coorte. Cienc. Saúde Coletiva. 2018.23(5):1621-34. 2. Malta DC, Moura L, Prado RR, Schimidt MI, Duncan BB. Mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis no Brasil e suas regiões, 2000 a 2011. Epidemiol Serv Saúde. 2014; 23(4):599-608. 3. Moran AE, Forouzanfar MH, Roth GA, Mensah GA, Ezzati M, Murray CJ, Naghavi M. Temporal trends in ischemic heart diseasemortality in 21 world regions,1980to2010:theGlobalBurdenofDisease2010study.Circulation. 2014;129(14):1483-92. 4. Vaz J, Abelin AP, Schmidt MM, Oliveira PP, Gottschall CAM, Rodrigues CG, Quadros AS. Criação e Implementação de umBanco deDados Prospectivo e Multicêntrico de Paciente com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM. Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):446-455. Referências Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença de atribuição pelo Creative Commons 456

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