ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020
Artigo Original Silva et al. Ablação FA com Rivaroxabana Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):435-442 Figura1– Fluxogramadoestudo.ACO:anticoagulanteoral;VRF:varfarina;DOAC:anticoagulantesoraisdeaçãodireta;RIV:rivaroxabana;RNI:relaçãonormatizada internacional. Ablação de FA ACO ininterrupto 357 pts 329 pts VRF 177 pts Excluídos RNI < 2 ou > 3,5 = 67 pts Excluídos Outros DOAC Uso Interrupto = 22 pts Excluídos 28 pts (2º procedimento) VRF 110 pts RIV 130 pts DOAC 152 pts durante o procedimento. O protocolo padrão consistiu em três punções femorais à direita, não guiadas por ultrassom; cateter decapolar deflectível posicionado em seio coronariano, através de introdutor valvado 7F e duas punções transeptais, realizadas somente com auxílio de fluoroscopia. Cateteres circulares decapolares ou duodecapolares foram utilizados em bainha convencional SL1 (Swartz TM ; St. Jude Medical/Abbott) para mapeamento de AE /VP e cateter irrigado para ablação (sem ou com sensor de contato) em bainha SL1 ou bainha deflectível (Agilis TM ; St. Jude Medical/Abbott). As aplicações de RF foram limitadas à potência de 20 a 25 W na parede posterior e 30 a 35 W nas demais paredes e monitoradas por curva de impedância, temperatura esofagiana e força de contato (quando disponível). Os critérios para interrupção de uma aplicação de RF foram: aumento súbito da impedância, temperatura esofagiana atingindo 37,5°C e força de contato maior que 40 g. As aplicações de RF foram realizadas de forma contínua, com o objetivo de preencher toda a circunferência dos antros das VP (Figura 2). Consideramos isolamento completo das VP o desaparecimento completo dos eletrogramas no cateter circular posicionado na sua porçãomais proximal (bloqueio de entrada) e também a demonstração de dissociação elétrica entre VP e AE, através de estimulação programada do mesmo cateter circular (bloqueio de saída). Teste com adenosina (12 mg) foi realizado após 20 minutos de constatado o isolamento completo das VP e aplicações adicionais realizadas, caso houvesse reconexão VP-AE. Anticoagulação no procedimento Antes das punções transeptais, as bainhas e a agulha transeptal foram lavadas com solução salina, contendo 50UI/mL de heparina, e o TCA basal foi aferido. A primeira dose de heparina (dose de ataque) foi administrada imediatamente após a primeira punção transeptal (diretamente na bainha), sendo 100 UI/Kg no grupo RIV e 50 UI/Kg no grupo VRF (dose máxima de 10.000 UI); a dose reduzida no grupo-controle baseou-se em experiência prévia do grupo e em dados de literatura. 8-10 A partir de então, o TCA foi aferido sistematicamente a cada 30 minutos, com o objetivo de permanecer entre 300 e 400 segundos. Doses adicionais de heparina endovenosa foram feitas sempre que o TCA estivesse abaixo de 300 segundos, calculadas de acordo com fórmula elaborada e testada pelo grupo. 11 Grupo RIV: → dose Hep (UI) = Peso (Kg) x Ic * 2 Grupo VRF: → dose Hep (UI) = Peso (Kg) x Ic * 3 *Ic = índice de correção TCA (seg) Ic* 150 – 200 75 201 – 250 50 251 – 300 25 > 301 0 A retirada das bainhas foi realizada ainda em sala, após infusão de sulfato de protamina (5.000 UI). Análise estatística Os dados referentes a todas as variáveis foram avaliados quanto à normalidade através de histograma e teste de D`Agostino & Pearson. As variáveis contínuas foram descritas comomédia e desvio padrão e comparadas utilizando-se teste-T Student não pareado, exceto para a variável “RNI basal” (dados avaliados como “não normais”), que foi comparada através de 437
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