ABC | Volume 114, Nº3, Março 2020
Artigo Original Arantes et al. Sal de adição e seu efeito na pressão arterial Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):554-561 tipo de intervenção sofre variações de indivíduo para indivíduo e pode ser baixa. Na nossa amostra não observamos redução do sódio excretado em nenhum dos grupos. Outro aspecto a ser considerado é que não há como assegurar a correta realização do exame pois não verificamos se o armazenamento e a coleta urinária durante as 24 horas foram adequados. De qualquer modo esse é o método utilizado por diversos pesquisadores no Brasil 28 e no mundo. 29,30 Ametanálise que avaliou estudos que realizaram intervenções de quatro semanas a três anos comreduçãomoderada da ingestão de sal para avaliar os efeitos na excreção de sódio urinário de 24 horas e na PA identificou que a redução média do consumo de sal foi 4,4 g/dia e produziu uma redução de 5,4 mmHg na PAS e 2,4 mmHg na PAD em hipertensos e, 2,4 mmHg na PAS e 1,0 mmHg na PAD em normotensos. Dessa forma, uma redução moderada na ingestão de sal por períodos mais longos semostrou eficaz na redução dos níveis tensionais. 18 Uma das limitações do nosso estudo foi a dificuldade de controlar, de forma efetiva, que os participantes realizassem pelo menos quatro refeições principais em suas residências semanalmente e que utilizassem somente o sal de adição entregue pelo estudo no preparo dos alimentos. Também não houve controle das refeições realizadas fora do domicílio. A estratégia que utilizamos foi envolver toda a família na redução do consumo de sal de adição e reforçar a orientação sobre alimentos com alto teor de sódio oferecidos em restaurantes, assim como a escolha de alimentos com baixo teor de sódio. Conclusões O modelo de intervenção proposto com redução gradativa do sal de adição de 6 para 4 g/dia por um período de 13 semanas, não foi capaz de demonstrar redução na quantidade de sal excretado na urina de 24 horas, entretanto, o sódio final excretado apresentou correlação positiva e moderada com a PADc e PAD casual no grupo de hipertensos. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa: Arantes AC, Sousa ALL, Jardim PVBV, Jardim TSV, Rodrigues RB, Souza WKSB. Obtenção de dados: Arantes AC, Rodrigues RB, Souza WKSB. Análise e interpretação dos dados: Arantes AC, Sousa ALL, Vitorino PVO, Rezende JM, Rodrigues RB, Souza WKSB. Análise estatística: Arantes AC, Vitorino PVO, Rezende JM, Lelis ES, Souza WKSB. Obtenção de financiamento: Arantes AC, Sousa ALL. Redação do manuscrito: Arantes AC, Sousa ALL, Vitorino PVO, Rezende JM, Souza WKSB. Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Arantes AC, Vitorino PVO, Jardim PVBV, Jardim TSV, Rezende JM, Coca A, Souza WKSB. Potencial conflito de interesses Declaro não haver conflito de interesses pertinentes. Fontes de financiamento O presente estudo foi financiado por Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Vinculação acadêmica Este artigo é parte de tese de Mestrado de Ana Carolina Arantes pela Universidade Federal de Goiás. Aprovação ética e consentimento informado Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás sob o número de CAEE: 00790712.3.0000 .5078. Todos os procedimentos envolvidos nesse estudo estão de acordo com a Declaração de Helsinki de 1975, atualizada em 2013. O consentimento informado foi obtido de todos os participantes incluídos no estudo. 1. MalachiasM,SouzaW,PlavnikF,RodriguesC,BrandãoA,NevesM.7ªDiretriz brasileira de hipertensão arterial. Arq Bras Cardiol. 2016;107(3):1-103. 2. Mollerup PM, Lausten-Thomsen U, Fonvig CE, Baker JL, Holm JC. Reductions in blood pressure during a community-based overweight and obesity treatment in children and adolescents with prehypertension and hypertension. J HumHypertens. 2017;31(10):640-6. 3. Moinuddin A, Gupta R, Saxena Y. Assessment of Anthropometric Indices, Salt Intake and Physical Activity in the Aetiology of Prehypertension. J Clin Diagn Res. 2016;10(2):CC11-4. 4. Senthil S, Krishnadasa SN. Prehypertension and Its Determinants in Apparently Healthy Young Adults. J ClinDiagn Res. 2016;10(9):CC05-CC8. 5. Garrote JD. Lamonitorización ambulatoria de la presión arterial no siempre es necesaria. Hipertensión y riesgo vascular. 2017;34(1):41-4. 6. Ward AM, Takahashi O, Stevens R, Heneghan C. Home measurement of blood pressure and cardiovascular disease: systematic review and meta- analysis of prospective studies. J Hypertens. 2012;30(3):449-56. 7. 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