ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020
Artigo Original Lacerda et al. Mortalidade na resposta cardioinibitória à MSC Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):245-253 Tabela 1 – Características dos portadores e dos não portadores de RCI à MSC. * 42 pacientes sem seguimento (sem RCI) 408 pacientes sem RCI 52 pacientes com RCI 52 pacientes com RCI versus 408 sem RCI (valor p; OR [IC 95%]) Sexo masculino 14/42 (33,3%) 206/408 (50,5%) 39/52 (75,0%) p: 0,001; OR: 2,94 (1,52−5,67) Idade (média ± DP) 65,4 ± 10,4 64,93 ± 9,74 66,31 ± 8,15 p: 0,33 Idade ≥ 65 anos 20/42 (47,6%) 203/408 (49,8%) 31/52(59.6%) p: 0,18 FC antes MSC (média ± DP) 68,6 ± 13,6 68,7 ± 14,19 62,4 ± 15,6 p: 0,003 Síncope ou queda inexplicada no ano que precedeu a MSC 8/42 (19,0%) 56/408 (13,7%) 7/52 (13,5%) p: 0,95 Cardiopatia estrutural 19/42 (45,2%) 277/408 (67,9%) 46/52 (88,5,0%) p: 0,002; OR: 3,62 (1,51−8,70) Aterosclerose 18/42 (42,8%) 198/408 (48,5%) 37/52 (71,2%) p: 0,002; OR: 2,61 (1,39−4,91) História de IAM 10/42 (23,8%) 128/408 (31,4%) 28/52 (53,8%) p: 0,001; OR: 2,55 (1,42−4,58) Revascularização miocárdica prévia 5/42 (11,9%) 88/52 (21,6%) 20/52 (38,5%) p: 0,007; OR: 2,27 (1,23-4,17) Passado de cirurgia de revascularização miocárdica 2/42 (4,8%) 58/408 (14,2%) 16/52 (30,8%) p: 0,002; OR: 2,68 (1,40−5,14) HIstória de ICP 3/42 (7,1%) 30/408 (7,4%) 4/52 (7,7%) p: 0,93 Fibrilação atrial 2/42 (4,8%) 20/408 (4,9%) 2/52 (3,8%) p: 0,73 ECG normal 13/42 (31%) 112/408 (27,5%) 8/52 (15,4%) p: 0,06 Uso de substâncias cronotrópicas negativas 28/42 (66,6%) 235/408 (57.6%) 40/52 (76.9%) p: 0,007; OR: 2,45 (1,25−4,18) Hipertensão 29/42 (23,8%) 311/408 (76,2%) 40/52 (76,9%) p: 0,91 Diabetes 10/42 (26,2%) 93/408 (22,8%) 14/52 (26,9%) p: 0,51 Dislipidemia 20/42 (47,6%) 215/408 (52,7%) 35/52 (67,3%) p: 0,046; OR: 1,84 (1,00−3,40) Tabagismo 7/42 (16,7%) 41/408 (10%) 10/52 (19,2%) p: 0,047; OR: 2,13 (0,99−4,56) RCI: resposta cardioinibitória; MSC: massagem do seio carotídeo; IC: intervalo de confiança; OR: odds ratio ; ECG: eletrocardiograma; FC: frequência cardíaca; IAM: infarto agudo do miocárdio; ICP: intervenção coronariana percutânea. Seguimento dos 52 portadores de resposta cardioinibitória à MSC Vinte sete pacientes com RCI foram acompanhados ativamente. No final do acompanhamento nenhum deles havia sido submetido a implante de marca-passo, 19 encontravam-se vivos e 8 tinham falecido. As informações de seguimento dos 25 pacientes sem acompanhamento ativo foram recuperadas nas bases de dados do SIM SES-RJ e de AIH: 21 pacientes haviam falecido e 4 encontravam-se vivos. Até o dia 31 de dezembro de 2017, nenhum destes 25 pacientes foi submetido a implante de marca-passo definitivo. Assim, no total, 29 dos 52 (55,8%) portadores de RCI à MSC faleceram ao longo do seguimento (tempo máximo: 11,6 anos) (Figura 1). No final desse acompanhamento, a taxa de mortalidade dos 7 pacientes com RCI à MSC e história de síncope foi de 57,1%. Índice muito semelhante ao observado nos 45 pacientes com RCI que não apresentavam antecedentes de episódios de perda da consciência (55,5%). Seguimento dos pacientes sem resposta cardioinibitória à MSC Nenhuma informação sobre acompanhamento foi registrada a respeito de 42 dos 450 pacientes sem RCI à MSC. Cento e dois dos 450 pacientes sem RCI à MSC foram acompanhados ativamente e informações sobre os 306 indivíduos restantes foram recuperadas nas bases de dados do SIM SES-RJ e de AIH. No total, 201 dos 408 (49,3%) pacientes sem RCI haviam morrido até o último dia de seguimento; nenhum deles foi submetido a implante de marca-passo. Um dos 207 que se encontravam vivos no final do acompanhamento havia sido submetido a implante de marca-passo em virtude de bloqueio atrioventricular total de etiologia degenerativa. Comparação de desfechos nos grupos de pacientes com e sem resposta cardioinibitória à MSC A Figura 1 sintetiza o esquema deste estudo e compara a taxa de mortalidade dos pacientes com e sem RCI à MSC. Na Figura 2, verifica-se a distribuição de respostas às MSC direito e esquerdo dos indivíduos que faleceram ao longo do seguimento e daqueles que se encontravam vivos ao final do estudo. As medianas de duração dos intervalos RR observadas durante as MSC foram semelhantes nos pacientes que faleceram durante o acompanhamento e estavam vivos no fim do seguimento. A Tabela 2 compara as taxas de mortalidade das coortes com e semRCI. As curvas de sobrevida são apresentadas na Figura 3. A mortalidade total ao fim de 5 e 10 anos de seguimento da coorte de portadores de RCI à MSC foi de 21,1% e de 51,9%, 247
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