ABC | Volume 114, Nº2, Fevereiro 2020
Atualização Atualização da Diretriz Brasileira de Cardiologia Nuclear – 2020 Arq Bras Cardiol. 2020; 114(2):325-429 frente à elevação do MVO 2 . As contraindicações ao uso do dipiridamol e da adenosina estão listadas na Tabela 13. Finalmente, torna-se importante ressaltar que, tanto para dipiridamol como adenosina não se observa elevação significativa do MVO 2 , traduzido na prática clínica pelo produto da frequência cardíaca (FC) × pressão arterial sistólica (PAS) ou duplo produto. Durante o estímulo farmacológico verifica-se geralmente queda dos valores de PAS próxima a 10% e elevação da FC na mesma proporção, de modo aproximado, sem consequente aumento do MVO 2 . Fármacos que promovem a elevação do consumo de oxigênio miocárdico: Representam alternativa para os pacientes que não podem submeter-se ao TE ou provas farmacológicas com dipiridamol ou adenosina . Por exemplo, pacientes com alguma contraindicação ou limitação para a prova de esforço que tem doença pulmonar obstrutiva com crises recentes de hiperreatividade brônquica, hipotensão Tabela 11 – Efeitos adversos ou “paraefeitos” relacionados à administração intravenosa de dipiridamol para realização da cintilografia de perfusão miocárdica 24,46 Efeitos adversos ou paraefeitos % Dor torácica 20 Cefaleia 12 Tontura 12 Alterações de ST 8 Extrassístoles ventriculares 5 Náusea 5 Hipotensão arterial 5 Rubor facial 3 Bloqueio atrioventricular 2 Infarto do miocárdio fatal ou não Extremamente raro Qualquer evento menor 50 Tabela 12 – Efeitos adversos ou “paraefeitos” relacionados à administração intravenosa por bomba de infusão de adenosina para realização da cintilografia de perfusão miocárdica 24,46 Efeitos adversos ou paraefeitos % Rubor facial 35 a 40 Dor no peito 25 a 30 Falta de ar 20 Tontura 7 Náusea 5 Sintomas de hipotensão 5 Bloqueio atrioventricular 8 Alterações de ST 5-7 Fibrilação atrial Relatos de casos Crise convulsiva Relatos de casos AVC hemorrágico/isquêmico Relatos de casos Qualquer evento menor 80 AVC: acidente vascular cerebral. Figura 5 – Cintilografia de perfusão do miocárdio associada à injeção de adenosina. A necessidade de administração intravenosa contínua da solução se faz devido à meia-vida plasmática ultracurta (2 a 10 segundos) do fármaco, objetivando a manutenção da hiperemia coronária, que é máxima próxima ao terceiro minuto. Nesse momento é injetado o radiofármaco (MIBI- 99m Tc). Após o término da solução aos 6 minutos, são mantidos os controles habituais de pressão arterial, frequência cardíaca e registros eletrocardiográficos por tempo variável de 4 a 6 minutos. 24,46 Injeção do radiofármaco 140 mcg.kg -1 .min -1 em 6 minutos 342
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjM4Mjg=