ABC | Volume 114, Nº1, Janeiro 2020
Artigo Original Adar et al. Calcificação da aorta e pressão arterial não-dipper Arq Bras Cardiol. 2020; 114(1):109-117 Tabela 1 – Características basais dos grupos de estudo Não-Dipper (n = 261) Dipper (n = 145) Valor de p Idade (anos) 54 (13) 47 (14) < 0,001 Peso (kg) 80 (13) 79 (13) 0,336 Altura (cm) 165 (8) 166 (9) 0,084 Área da superfície corpórea (m 2 ) 1,90 ± 0,18 1,90 ± 0,18 0,864 Índice de massa corporal (kg/m 2 ) 29 (5) 28 (4) 0,067 Sexo feminino (n, %) 160 (61,3) 76 (52,4) 0,061 Obesidade (n, %) 106 (40,6) 51 (35,2) 0,281 Hipertensão (n, %) 135 (51,7) 60 (41,4) 0,049 Diabetes (n, %) 59 (22,6) 25 (17,2) 0,201 Hiperlipidemia (n, %) 42 (16,1) 26 (17,9) 0,634 Tabagismo (n, %) 45 (17,2) 34 (23,4) 0,130 Inibidores da ECA (n, %) 71 (27,2) 33 (22,8) 0,326 Bloqueadores de receptores da angiotensina (n, %) 27 (10,3) 16 (11) 0,829 Bloqueadores dos canais de cálcio (n, %) 30 (11,5) 18 (12,4) 0,783 Betabloqueadores (n, %) 24 (9,2) 16 (11,0) 0,551 Diuréticos (n, %) 29 (11,1) 21 (14,5) 0,322 Creatinina (mg/dL) 0,80 (0,20) 0,8 (0,3) 0,910 Taxa de filtração glomerular (mL/min/1.73m 2 ) 98 ± 13 103 ± 26 < 0,0001 Colesterol total (mg/dL) 190 ± 39,5 195 ± 39,3 0,200 Triglicerídeos (mg/dL) 190 (40) 172 (83) 0,013 Lipoproteína de baixa densidade (mg/dL) 112 ± 32 114 (33) 0,816 Lipoproteína de alta densidade (mg/dL) 47 (11) 46 (12) 0,528 Glicemia (mg/dL) 107 (31) 103 (30) 0,088 Diâmetro do átrio esquerdo (mm) 35 (4) 34 (4) 0,070 Fração de ejeção do ventrículo esquerdo (%) 65 ±6 64 (5) 0,437 Índice de massa ventricular esquerda (gr/m 2 ) 93 (20) 87 (18) 0,007 Hipertrofia ventricular esquerda (n, %) 61 (23,4) 19 (13,1) 0,013 Geometria ventricular esquerda (n, %) Normal 49 (18,8%) 30 (20,7%) 0,640 Remodelação concêntrica 151 (57,9%) 96 (66,2%) 0,099 Hipertrofia excêntrica 19 (7,3%) 5 (3,4%) 0,117 Hipertrofia concêntrica 42 (16,1%) 14 (9,7%) 0,072 Variáveis contínuas são apresentadas como mediana (intervalo interquartil) ou média (desvio padrão); variáveis categóricas são apresentadas como número (percentual). ECA: enzima conversora da angiotensina. O diagnóstico da hipertensão é geralmente baseado nas medidas diurnas da PA em consultório, e a pressão arterial noturna e a PADV são negligenciadas na prática clínica. Entretanto, a associação da pressão arterial noturna e da PADV com a lesão de órgão-alvo da hipertensão é mais robusta do que a hipertensão diurna. 17-19 Os pacientes com padrão PADV apresentam alto risco de lesão de órgão-alvo, inclusive infarto do miocárdio, HVE, doença da artéria carótida, doença renal crônica e acidente vascular cerebral. 2-4,20 No estudo Ohasama, a atenuação do descenso noturno da pressão arterial foi associada ao risco de morte cardiovascular. 21 A cada 5% de redução na queda da pressão arterial noturna, o risco de mortalidade cardiovascular aumentava em 20%. Além disso, essa associação foi observada não apenas em indivíduos hipertensos, mas também em indivíduos normotensos. 21 Adicionalmente, a morbimortalidade cardiovascular pode ser reduzida através da melhoria do controle da pressão arterial noturna. 22 Desse modo, um tratamento eficaz da hipertensão também deve incluir o controle da pressão arterial noturna. Atualmente, a MAPA permanece o único método para diagnóstico das variações da PA noturna. Infelizmente, ela é uma ferramenta relativamente cara, inconveniente para 112
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