ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019

Artigo Original Rodrigues et al. Deformação miocárdica pelo speckle tracking Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):737-745 Tabela 1 – Variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais de acordo com o grupo Variável ST(N = 11) IP (n = 24) ITRNN (n = 33) Controle (n = 30) Teste de Kruskal-Wallis (p) Idade (anos) M ± DP 33,3 ± 4,1 44,8 ± 8,7 39,4 ± 8,0 49,9 ± 11,6 < 0,001 Md ± IIQ 33,0 ± 3,0 43,0 ± 10,5 39,0 ± 8,0 48,5 ± 15,0 Sexo Masculino 9 (81,8%) 15 (62,5%) 14 (42,4%) 22 (73,3%) 0,033 (qui-quadrado) Feminino 2 (18,2%) 9 (37,5%) 19 (57,6%) 8 (26,7%) Md ± IIQ Frequência Cardíaca (bpm) M ± DP 75,6 ± 7,3 72,0 ± 8,9 78,1 ± 6,2 73,2 ± 6,1 0,029 Md ± IIQ 78,0 ± 14,0 73,5 ± 16,0 77,0 ± 9,5 75,0 ± 8,8 PAS (mmHg) M ± DP 121,4 ± 6,0 129,3 ± 6,8 129,1 ± 6,8 123,8 ± 5,5 0,001 Md ± IIQ 120,0 ± 5,0 130,0 ± 10,0 130,0 ± 5,0 125,0 ± 10,0 PAD (mmHg) M ± DP 71,4 ± 4,5 70,0 ± 7,7 70,3 ± 7,5 67,8 ± 5,7 0,338 Md ± IIQ 70,0 ± 5,0 70,0 ± 20,0 70,0 ± 15,0 70,0 ± 5,0 Glicemia (mg/dL) M ± DP 84,8 ± 14,2 79,7 ± 11,2 83,0 ± 9,5 82,4 ± 5,7 0,455 Md ± IIQ 82,0 ± 23,0 79,0 ± 9,0 81,0 ± 13,5 81,0 ± 7,0 Colesterol Total (mg/dL) M ± DP 164,6 ± 26,8 189,0 ± 56,3 183,9 ± 30,0 196,3 ± 17,4 0,021 Md ± IIQ 163,0 ± 40,0 198,0 ± 54,0 181,0 ± 42,0 199,0 ± 26,0 LDL-c (mg/dL) M ± DP 102,6 ± 27,6 108,7 ± 48,5 110,0 ± 27,9 118,9 ± 18,5 0,229 Md ± IIQ 104,0 ± 49,0 109,0 ± 66,0 102,0 ± 36,0 122,0 ± 27,0 HDL-c (mg/dL) M ± DP 47,5 ± 16,7 42,6 ± 17,5 55,0 ± 16,0 53,4 ± 3,5 0,007 Md ± IIQ 43,0 ± 30,0 41,0 ± 22,0 52,0 ± 18,0 54,0 ± 4,0 Triglicerídeos (mg/dL) M ± DP 101,1 ± 39,1 174,8 ± 78,2 119,7 ± 115,2 127,0 ± 15,5 < 0,001 Md ± IIQ 86,0 ± 79,0 165,0 ± 106,0 87,0 ± 71,0 123,5 ± 27,0 Linfócitos CD4+ /mm 3 M ± DP 502,5 ± 206,3 534,4 ± 323,1 693,2 ± 317,7 - 0,044 Md ± IIQ 426,0 ± 310,0 404,0 ± 436,0 644,0 ± 297,0 - M: média; DP: desvio-padrão; Md: mediana; IQQ: intervalo interquartil; IMC: índice de massa corpórea; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica; ST: pacientes HIV positivo sem uso de terapia antirretroviral. IP: pacientes HIV positivo em terapia com inibidor de protease. ITRNN: pacientes HIV positivo em terapia com inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo. Controle: indivíduos HIV negativo saudáveis. sorologia negativa, sendo 60 (61,2%) do sexo masculino e 38 (38,8%) do sexo feminino. Analisando em separado os grupos de pacientes infectados pelo HIV, 55,8% eram do sexo masculino e 44,2% do sexo feminino. As características demográficas, laboratoriais e clínicas da população estudada são apresentadas na tabela 1. A faixa etária variou entre 27 e 81 anos (43,26±10,58 anos). Havia 34 indivíduos na faixa etária de 27 a 37 anos, 37 indivíduos na faixa etária de 38 a 48 anos, 19 indivíduos na faixa etária de 49 a 59 anos, 6 indivíduos na faixa etária de 60 a 70 anos e 2 indivíduos na faixa etária de 71 a 81 anos. Na tabela 1, apresentamos as variáveis demográficas, clínicas e laboratoriais dos diferentes grupos. Na tabela 2, apresentam-se as variáveis ecocardiográficas dos diferentes grupos. Em relação a variável ecocardiográfica “massa do VE indexada pela área da superfície corporal (ASC)”, identificamos nos grupos HIV+ COM IP e HIV- CONTROLE valores superiores em relação aos grupos HIV+ SEM REMÉDIO e HIV+ COM ITRNN. Não houve diferenças entre os grupos HIV+ COM IP e HIV- CONTROLE, nem entre os grupos HIV+ SEM REMÉDIO e HIV+ COM ITRNN (Tabela 2). Em relação à variável “PP” (espessura diastólica septal), identificamos valores superiores no GRUPOHIV-CONTROLE. Não foram evidenciadas diferenças entre os grupos HIV+COM IP, HIV+ SEM REMÉDIO e HIV+ COM ITRNN (Tabela 2). Em relação à variável “SIV” (espessura diastólica da parede posterior), identificamos valores superiores no GRUPO HIV- CONTROLE. Não foram evidenciadas diferenças entre os grupos HIV+ COM IP, HIV+ SEM REMÉDIO e HIV+ COM ITRNN, apesar do grupo HIV+ SEM REMÉDIO apresentar valores de PP inferiores aos outros (Tabela 2). Strain longitudinal global Na tabela 3, apresentamos os valores de SLG nos diferentes grupos. Os valores médios de SLG foram menores nos grupos HIV em comparação aos controles (p < 0,05). Não houve diferenças entre os grupos de pacientes infectados pelo HIV. Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre as taxas de deformação ( strain rate ) longitudinal, circunferencial e radial entre os grupos de pacientes infectados pelo HIV e controles. 741

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