ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):787-891 Figura 1.1 – Estratificação do risco cardiovascular. DASC: doença aterosclerótica subclínica; DRC: doença renal crônica (taxa de filtração glomerular < 60 ml/mn/m 2 , não dialítica); ER: estratificadores de risco; ERG: escore de risco global. ERG < 5% em homens ou mulheres Risco baixo ERG 5 a < 20% em homens ERG 5 a < 10% em mulheres Pacientes com diabetes sem DASC ou ER Risco intermediário ERG > 20% em homens ERG > 10% em mulheres Aterosclerose subclínica Aneurisma de aorta abdominal DRC LDL elevado Risco alto Aterosclerose significativa (> 50% obstrução) Com ou sem sintomas clínicos coronária cerebrovascular Vascular periférica Risco muito alto Tabela 2.1 – Valores referenciais, conforme avaliação do risco cardiovascular estimado, para adultos acima de 20 anos Lípides Com jejum (mg/dL) Sem jejum (mg/dL) Categoria de risco Colesterol total < 190 < 190 Desejável HDL-c > 40 > 40 Desejável Triglicérides < 150 < 175 Desejável LDL-c* < 130 < 130 Baixo < 100 < 100 Intermediário < 70 < 70 Alto < 50 < 50 Muito alto Não-HDL-c < 160 < 160 Baixo < 130 < 130 Intermediário < 100 < 100 Alto < 80 < 80 Muito alto LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade; Não-HDL-c: colesterol não HDL. * Valores para LDL-c calculado pela fórmula de Martin. 7,15 Adaptado da Atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 7 Tabela 2.2 – Redução percentual e metas terapeuticas absolutas do LDL-c e do colesterol nao-HDL para pacientes sem ou com uso de hipolipemiantes Risco Sem hipolipemiantes Com hipolipemiante Redução (%) Meta de LDL-c (mg/dL) Meta de não- HDL-c (mg/dL) Muito alto > 50 < 50 < 80 Alto > 50 < 70 < 100 Intermediário 30-50 < 100 < 130 Baixo > 30 < 130 < 160 LDL-c: colesterol da lipoproteína de baixa densidade; Não-HDL-c: colesterol não HDL. Adaptado da Atualização da Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. 7 2.2. Tratamento das Dislipidemias 2.2.1. Terapia Não-Farmacológica A terapia nutricional, a perda de peso e a prática de atividade física devem ser recomendadas a todos os pacientes. As recomendações dietéticas para tratamento estão descritas na Tabela 2.4. 2.2.2. Tratamento Medicamentoso com Foco na Hipercolesterolemia As estatinas são as medicações de primeira escolha para o tratamento da hipercolesterolemia por apresentarem evidências na redução de mortalidade por todas as causas, de eventos isquêmicos coronários, da necessidade de revascularização e de AVC. A reduçao do LDL-c varia entre as estatinas, e essa diferença esta fundamentalmente relacionada à dose inicial, conforme a Tabela 2.5. As recomendações para o manejo dos lípides e as evidências que apoiam tais recomendações são apresentadas no Quadro 2.1. Efeitos colaterais sao raros no tratamento com estatinas, dentre os quais os efeitos musculares sao os mais comuns, e podem surgir em semanas ou anos apos o inicio do 800

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