ABC | Volume 113, Nº4, Outubro 2019

Ponto de Vista Godoy et al. Residência em cardiologia no Brasil Arq Bras Cardiol. 2019; 113(4):768-774 igualitária de uma Medicina de boa qualidade por todo o país. Ainda, dadas as grandes diferenças em vários aspectos dos programas de residência em cardiologia, seria muito útil se os órgãos profissionais definissem um currículo mínimo padrão para o treinamento de novos cardiologistas, considerando as características do país. É possível que um programa de residência de três anos, com um currículo baseado em competência, que equilibre cuidado do paciente, procedimentos e treinamento em teste diagnósticos, organizado tanto com rodízios de tempo fixo quanto com atividades longitudinais (como ambulatórios com seguimento horizontal de pacientes), e com tempo dedicado à pesquisa, seria um ponto inicial de discussão sobre harmonização dos programas de residência. Ainda, seria importante que sociedades médicas de todo o mundo reconhecessem essas diferenças entre os programas, para que possam adequar os programas educacionais em cardiologia (incluindo encontros e conferências científicas) às necessidades dos países em desenvolvimento. Além de prover melhor cuidado a nossa população carente, essas iniciativas facilitariam a colaboração e a troca de experiências com cardiologistas internacionalmente. Em conclusão, o desenvolvimento de um currículo internacional padrão para os programas de residência em cardiologia, para ser adaptado de acordo com as características de cada país, seria muito útil e promoveria a troca de experiências internacionalmente. Na nossa opinião, o treinamento em cardiologia no Brasil necessita melhorar com base nos programas conduzidos em países desenvolvidos. Para alcançar esse objetivo, é necessária uma mobilização urgente de diferentes setores da comunidade em cardiologia, tais como programas de residência em cardiologia, a SBC, e a CNRM, entre outros. Contribuição dos autores Concepção e desenho da pesquisa: Godoy LC, Farkouh ME, Manta ICKA, Furtado RHM, Nicolau JC; Obtenção de dados: Godoy LC, Manta ICKA, Furtado RHM, Nicolau JC; Análise e interpretação dos dados e Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual importante: Godoy LC, Farkouh ME, Manta ICKA, Dalçóquio TF, Furtado RHM, Yu EHC, Gun C, Nicolau JC; Redação do manuscrito: Godoy LC, Nicolau JC. Potencial conflito de interesses Declaro não haver conflito de interesses pertinentes. Fontes de financiamento Opresente estudo não teve fontes de financiamento externas. Vinculação acadêmica Não há vinculação deste estudo a programas de pós‑graduação. Aprovação ética e consentimento informado Este artigo não contém estudos com humanos ou animais realizados por nenhum dos autores. 1. United Nations. Department of Economic and Social Affairs. Population Division (2017). World Population Prospects: The 2017 Revision, Key Findings and Advance Tables. New York: United Nations; 2017. (Working Paper nº. ESA/P/WP/248). 2. Nicolau JC, Corbalan R, Diaz R, Bahit C, Armstrong PW, Granger CB, et al. Cardiovascular clinical research in South America. Am Heart J. 2013;165(6):848-53. 3. Brazil Ministry of Health. DATASUS [internet]. Database from the Brazilian HealthSystem [Acessed in2018 Jun4]. Available from :http://datasus.saude . gov.br/. 4. Nicolau JC, FrankenM, Lotufo PA, Carvalho AC, MarinNeto JA, Lima FG, et al.Useofdemonstrablyeffectivetherapies inthetreatmentofacutecoronary syndromes: comparison between different Brazilian regions. Analysis of the Brazilian Registry on Acute Coronary Syndromes (BRACE). 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