ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 importância neste estágio, tanto para sedação como para administração de DAA. A sedação pode ser realizada com uma das alternativas apresentadas a seguir (mais usadas nesta prática clínica). Fase 7 Adenosina é o fármaco de escolha para o tratamento da TSV em crianças. Dose: commonitorização contínua (ECG), administrar 0,1 mg/kg (dose máxima inicial de 6 mg) em bólus intravenoso rápido, seguido de infusão também em bólus de água destilada ou soro fisiológico (3 a 5 mL). A adenosina tem meia-vida muito curta, devendo ser administrada em segundos. Pode ser necessária dose mais alta na administração venosa periférica, em relação à administração em veia central. Se o fármaco for efetivo, haverá conversão imediata do ritmo. Ao contrário, se não houver efeito, a dose deve ser dobrada (0,2 mg/kg, segunda dose máxima de 12 mg). A adenosina não é efetiva para flutter , fibrilação, TA e TV que não utilizam o nó atrioventricular em seu circuito de reentrada. Pode reforçar, porém, o diagnóstico destes distúrbios, especialmente se o ECG é gravado durante sua administração. Fase 8 Caso não haja reversão da taquiarritmia com o uso da adenosina, outras drogas podem ser utilizadas, na tentativa de se obter o ritmo sinusal. Tais drogas podem ter ação no nó atrioventricular, no tecido atrial e nas vias acessórias. Além disso, nos pacientes com taquiarritmia de difícil reversão ou com recorrências, apesar do uso de antiarrítmicos, a alternativa é tentar diminuir a resposta ventricular. Para isso, utilizam-se digitálicos, betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio por via oral, ou amiodarona intravenosa, alémda procainamida e propafenona. As drogas podemser administradas isoladamente ou em associação (exceção feita à amiodarona e procainamida, que não devem ser dadas em associação). Fase 9 Diferenciar as taquicardias com QRS largo. Fase 9.1 A TSV com QRS largo, ou seja, com condução aberrante (produzindo QRS maior do que 0,09 segundo) é incomum. O diagnóstico correto e a diferenciação entre TSV com condução aberrante e TV requerem a análise cuidadosa de 12 derivações. Ambas TSV e TV podem causar instabilidade hemodinâmica; assim, a evidência de estado de choque não é útil para diferenciá-las. Para simplicidade de abordagem, a taquicardia com QRS largo não diagnosticada previamente em um lactente ou uma criança, deve ser tratada como TV até prova em contrário. Fase 9.2 Sobre a taquicardia ventricular, a TV com perfusão adequada é menos comum e de menor gravidade do que a TV com perfusão inadequada. Depois de se avaliar o ECG de 12 derivações, deve-se providenciar acesso vascular para a administração de medicamentos, como a lidocaína, amiodarona, procainamida, propafenona ou verapamil. Neste momento, pode-se também considerar a cardioversão sincronizada, com adequadas sedação e analgesia. Tentam- se, também, identificar e tratar as causas reversíveis da arritmia: oxigenoterapia nos quadros de hipóxia; reposicionamento de cateteres intracardíacos, caso estejam com a ponta localizada na parede ventricular; correção de distúrbios hidroeletrolíticos, quando existirem; suspensão de drogas que possam ser responsabilizadas como fatores etiológicos da arritmia, como, por exemplo, os digitálicos, em casos de intoxicação. Fase 10 Sobre DAA, os pontos importante são os que seguem. Fase 10.1 − lidocaína Dose: 1 mg/kg, intravenosa, em bólus, que poderá ser repetido a cada 5 minutos, caso seja necessário. Bloqueia os canais de sódio, diminuindo a automaticidade e suprimindo as arritmias ventriculares de complexo largo. A lidocaína é um agente alternativo para tratamento de TV estável e TV com pulso ausente. As demais drogas (amiodarona, procainamida e propafenona) são utilizadas nas mesmas doses da TSV. O uso do verapamil em TV é restrito à forma denominada TV idiopática fascicular de VE, também denominada TV sensível ao verapamil, devido à pronta resposta, com reversão ao ritmo sinusal após sua infusão. Fase 10.2 − amiodarona Dose: ataque de 5 mg/kg, intravenosa, durante 20 a 60 minutos; impregnação de 10 a 40 mg/kg/dia, intravenosa, até cessar a arritmia. Fase 10.3 − procainamida Dose: ataque de 10 a 15 mg/kg, intravenosa, durante 30 a 60 minutos, com monitorização contínua do ECG e monitorização frequente da PAS. Fase 10.4 − propafenona Dose: 1 a 2 mg/kg, intravenosa, infundida em 5 minutos. Fase 10.5 − verapamil Dose: 100 a 150 mcg/kg, intravenosa, em um período de infusão de 5 minutos; indicada nos pacientes com TV idiopática do VE. Fase 11 A CVE consiste na aplicação de descarga elétrica sincronizada com a onda R, na tentativa de se despolarizar totalmente o coração e interromper os circuitos de 566

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