ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 Pindolol Betabloqueador B Sim Sim ? Pode ser usado na gestação. Polimixina B Antimicrobiano D Desconhecido Desconhecido Risco muito baixo Uso não recomendado na gestação Prasugrel Antiplaquetário B Desconhecido Desconhecido ? Informações limitadas na gestação. Propofol Sedativo B Sim Sim Risco muito baixo Pode causar depressão respiratória no recém-nascido Proprafenona Antiarrimitco (classe IC) C Sim Desconhecido Risco baixo Efeitos colaterais pouco conhecidos Propranolol Betabloqueador (classe II) C Sim Sim Risco muito baixo Pode causar bradicardia e hipoglicemia no feto Ramipril IECA D Sim Sim Risco baixo Associado a malformações no feto Rifampicina Antimicrobiano C Sim Sim Risco muito baixo Pode desencadear hemorragia pós-natal se usada nas ultimas semanas de gestação Sildenafil Inibidor da fosfodiesterase-5 B Desconhecido Desconhecido Risco baixo Informações limitadas em gestantes Sotalol Antiarrítmico (classe III) B Sim Sim Risco baixo Experiência limitada Teicoplanina Antimicrobiano X Desconhecido Desconhecido Risco baixo Não utilizar na gestação Tenecteplase Fibrinolítico C Desconhecido Desconhecido ? Aumento do risco de sangramento em gestantes. Ticagrelor Antiplaquetário C Desconhecido Desconhecido ? Não há estudos em gestantes Tirofiban Inibidor do receptor IIb/IIIa plaquetário B Desconhecido Desconhecido Risco alto Informações limitadas na gestação Trimetazidina Antianginoso X Desconhecido Desconhecido Risco alto Não utilizar na gestação Valsartana BRA D Desconhecido Desconhecido Risco baixo Associado a malformações no feto Vancomicina Antimicrobiano B/C Sim Sim Risco muito baixo B – oral C – injetável Varfarina Antagonista da vitamina K D Sim Sim Risco muito baixo Pode causar malformações e sangramentos Verapamil Bloqueador de canal de cálcio C Sim Sim Risco muito baixo VO é bem tolerado, IV pode causar hipotensão e hipoperfusão * Risco potencial para o lactente: risco potencial de complicações ou efeitos adversos ao lactente caso a mãe use a medicação durante a lactação. Classificação estabelecida pelaAssociation for the Promotion of and Scientific and Cultural Research into Breastfeeding (APILAM), disponível em www.e-lactancia.org . Medicações marcadas com o símbolo (?) não constam nessa base de dados. Categorias de riscos (1) risco muito baixo: compatível com a lactação, sem demonstração de risco clinicamente significante para a processo de lactação ou para o lactente, baseado em informações confiáveis publicadas na literatura científica; (2) risco baixo: segurança moderada. É possível haver um risco pequeno. Recomenda-se acompanhamento clínico da mãe e da criança. Informações obtidas a partir de publicações da literatura científica ou do que é esperado a partir das características físico-químicas e farmacocinéticas da substância; (3) risco alto: pouca segurança para recomendar o uso durante a lactação, a partir das mesmas fontes de informações descritas nas categorias anteriores. Avaliar risco-benefício e, sempre que possível, optar por medicações alternativas; (4) risco muito alto: uso não recomendado durante a lactação. Avaliar uso de medicação alternativa ou suspender lactação, a depender da situação clínica. Dados disponíveis apontam para alto risco de toxicidade. AAS: ácido acetilsalicílico; PCR: parada cardiorrespiratória; BRA: bloqueador do receptor da angiotensina; IECA: inibidor da enzima conversora de angiotensina; HBPM: heparina de baixo peso molecular; FC: frequência cardíaca; SNC: sistema nervoso central; IC: insuficiência cardíaca; VO: via oral. 11. Suporte Básico de Vida em Pediatria 11.1. Introdução A PCR em pediatria ocorre em consequência da deterioração da função respiratória ou choque, ocasionando hipoxemia e acidose progressiva, culminando na PCR secundária. A PCR primária de causa cardíaca, como nos adultos (FV e TV), constitui causa menos frequente, entre 5 a 15% das PCR pediátricas pré-hospitalares. 906,907 O SBV é a base do SAV em pediatria. Apesar dos avanços em RCP, apenas 17% dos adultos e 27% das crianças sobrevivem à alta hospitalar após PCR. 196,908,909 A prevenção da PCR, o início precoce da RCP e o pronto acionamento do serviço médico de emergência constituem os fundamentos do SBV de qualidade. A II Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia segue as atualizações das diretrizes de 2015 da AHA para RCP e ACE, no que refere ao SBV em Pediatria. As Diretrizes de Ressuscitação devem levar em consideração a variação local da infraestrutura médica de emergência, permitindo alguma flexibilidade quando necessário, e considerar que o atendimento é iniciado, muitas vezes, por profissionais não pediatras. 910,911 550

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