ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019
Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 Quadro 10.6 – Recomendações para o manejo emergencial de gestantes com doença arterial coronária Recomendação Classe de Recomendação Nível de Evidência Eletrocardiograma e dosagem de níveis séricos de troponina devem ser realizados quando houver dor torácica em pacientes gestantes I C Angioplastia coronária é a terapia de reperfusão de escolha em paciente com síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do segmento ST na gestação I C O tratamento conservador deve ser considerado em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST sem critérios de gravidade. IIa C Tratamento invasivo deve ser considerado em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST com critérios de gravidade IIa C 10.12. Síndrome de Marfan As maiores causa de morbidade e mortalidade são as complicações cardiovasculares. 885 Nos casos de indicação cirúrgica, o procedimento deve ser feito antes da gestação. 804,885 O aconselhamento genético se faz necessário (risco herança da mutação de 50%). O seguimento inclui medidas seriadas por ecocardiograma ou, se necessário, RM sem gadolínio. O tratamento inclui betabloqueadores (metoprolol ou propranolol), e o atenolol deve ser evitado, pelo risco de restrição de crescimento intrauterino. 885 Quadro 10.7 – Recomendações gerais para manejo das doenças da aorta durante a gestação Recomendação Classe de Recomendação Nível de Evidência Mulheres com síndrome de Marfan ou outras doenças conhecidas da aorta devem ser orientadas quanto ao risco de dissecção durante a gestação e de ocorrência da doença nos filhos I C Exames de imagem (TC ou RM) devem ser realizados antes da gestação em mulheres com síndrome de Marfan ou outras doenças da aorta I C Mulheres com síndrome de Marfan e dilatação da aorta ascendente maior que 45 mm devem ser submetidas a tratamento cirúrgico antes da gestação I C Em mulheres gestantes com aneurisma de aorta, história de dissecção tipo B ou predisposição genética para dissecção devem ser tratadas com controle rígido de pressão arterial I C Ecocardiogramas seriados a cada 4 a 8 semanas devem ser realizados durante a gestação em pacientes com dilatação de aorta ascendente I C RM sem gadolíneo é recomendada para avaliação da aorta ascendente distal, arco aórtico e aorta descendente em pacientes gestantes com alterações nesses segmentos I C Em mulheres com valva aórtica bicúspide, avaliação da aorta ascendente com exame de imagem é recomendada I C Em mulheres com aorta ascendente < 40 mm, a via de parto vaginal deve ser preferida I C Mulheres com dilatação da aorta ou história de dissecção devem ser submetidas ao parto em centro com disponibilidade de cirurgia cardiotorácica I C Em paciente com aorta ascendente > 45 mm, a realização de cesárea deve ser considerada I C O tratamento cirúrgico pré-grestacional deve ser considerado em mulheres com valva aórtica bicúspide associado a diâmetro > 50 mm (ou > 27 mm/m² de superfície corpórea) IIa C Cirurgia profilática deve ser considerada durante a gestação se o diâmetro da aorta for ≥ 50 mm e estiver aumentando rapidamente IIa C Na síndrome de Marfan ou outras pacientes com aorta entre 40-45 mm, a via vaginal com anestesia epidural deve ser considerada IIa C Na síndrome de Marfan ou outras pacientes com aorta entre 40-45 mm, cesárea pode ser considerada IIb C Pacientes com dissecção tipo B devem ser orientadas a não engravidar III C TC: tomografia computadorizada; RM: ressonância magnética. 10.13. Valva Aórtica Bicúspide Revisão da literatura mostrou que 6% das gestantes com dissecção de aorta tinham valva aórtica bicúspide. 883,886 Todas as gestantes com valva aórtica bicúspide descritas nesta revisão apresentaram alguma complicação cardiovascular (Quadro 10.7). 804,886 10.14. Parada Cardiorrespiratória As recomendações no quadro 10.8 são baseadas nas condutas para tratamento de PCR propostas pela AHA. 875 543
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