ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 ser observadas em sobreviventes de PCR de curta duração, mas parcela considerável necessita de suporte de oxigênio, que deve ser oferecido quando não houver saturação na oximetria de pulso de 94%. 405 Não entanto, aos pacientes com sinais clínicos de desconforto ou rebaixamento do nível de consciência, deve, sim, ser oferecido oxigênio suplementar e a via aérea segura deve ser ponderada. Durante a ventilação, a hipocarbia deve ser evitada, já que pode desencadear vasoconstrição cerebral. 406 Sedação, nesta fase, é necessária, para viabilizar a ventilação e diminuir o consumo de oxigênio cerebral. Nos pacientes que serão submetidos a MTT, deve ser considerado o uso de bloqueadores neuromusculares. 407,408 6.3.2. Circulação A lesão coronária aguda atinge 59 a 71% dos pacientes que evoluem para PCR sem etiologia cardíaca evidente. Desta forma, um ECG deve ser prontamente realizado e, se indicada, a terapia de reperfusão coronária deve ser iniciada. Entre aqueles nos quais a presença de uma causa cardíaca como desencadeante não permanecer clara, ou na ausência de fatores de risco predisponentes, ou na falta de um diagnóstico determinante provável (exemplo de embolia pulmonar e acidentes vascular cerebral), e considerando a incidência de doença coronária em séries de óbitos, recomenda-se a obtenção de um cateterismo coronário diagnóstico nas 2 horas iniciais após o RCE. 409 Medidas adicionais, como MTT, podem ser continuadas durante esta fase, não podendo retardar o diagnóstico e nem o tratamento do fator desencadeante. 6.3.3. Manejo Hemodinâmico Frequentemente, após o RCE, há instabilidade hemodinâmica, distúrbios de ritmo consequência do baixo Quadro 5.11 – Resumo das indicações para abordagem terapêutica de bradicardias e taquiarritmias 398 Recomendação Classe de Recomendação Nível de Evidência Atropina para bradicardia com sinais e sintomas de instabilidade IIa B Dopamina, epinefrina ou marca-passo transcutâneo para bradicardia sintomática refratária à atropina IIa B Cardioversão elétrica imediata para taquicardia com instabilidade. Sedação se paciente consciente I B Adenosina para taquicardia supraventricular regular estável IIb C A dose recomendada de energia bifásica para cardioversão de fibrilação atrial é 120 a 200 J IIa A A dose mínima de energia monofásica recomendada para cardioversão de fibrilação atrial é 200 J e deve ser aumentada caso não haja sucesso IIa B Repetir choque com carga maior de energia caso cardioversão sem sucesso IIb C Verapamil e diltiazem, para taquicardia supraventricular refratária à adenosina ou à manobra vagal, ou recorrente, após administração de adenosina, ou quando administração de adenosina ou manobra vagal revelam fibrilação atrial ou flutter IIa B Betabloqueadores para taquicardia supraventricular refratária à adenosina ou manobra vagal, ou recorrente após administração de adenosina, ou quando administração de adenosina ou manobra vagal revelam fibrilação atrial ou flutter IIa C Não usar agentes que bloqueiam o nó atrioventricular (adenosina, bloqueadores de cálcio, betabloqueadores e digitálicos) em pacientes com pré-excitação em fibrilação atrial ou flutter III C Soco precordial para TV instável em pacientes monitorizados, mas com desfibrilador indisponível IIb C Para taquicardia com QRS largo monomórfica de etiologia indeterminada, o uso de adenosina é seguro, podendo servir para diagnóstico e tratamento IIb B Adenosina não deve ser utilizada para taquicardias de complexo largo irregulares ou polimórficas III C Verapamil não deve ser usado para taquicardias de complexo largo, a menos que haja certeza de origem supraventricular III B Amiodarona e sotalol para taquicardias de complexo largo monomórficas IIb B Procainamida para taquicardias de complexo largo monomórficas IIa B Sotalol e procainamida devem ser evitados em pacientes com QT longo. Se administrados, ponderar uso de próximo antiarrítmico, fazendo-o somente com consulta a especialista III B Na falha de antiarrítmicos para taquicardica com complexo largo monomórfica, cardioversão elétrica IIa C Betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio não diidropiridínicos por via endovenosa para fibrilação atrial de alta resposta ventricular IIa A Na ausência de QT longo, isquemia é a principal causa de taquicardia ventricular polimórfica. Nessa suspeita, amiodarona e betabloqueadores poderiam reduzir o risco de recorrência da arritmia IIb C Magnésio não é efetivo na prevenção de taquicardia ventricular polimórfica sem QT longo, mas amiodarona o é IIb C 495

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