ABC | Volume 113, Nº3, Setembro 2019

Atualização Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019 Arq Bras Cardiol. 2019; 113(3):449-663 sobre a força despendida para a circulação do sangue durante as compressões torácicas externas. Particularmente, RCP com alta frequência de compressões (> 120/minuto) foi estudada com o objetivo de otimizar seu resultado. 115 Entretanto tais resultados são controversos. Desta forma, não há evidência suficiente para recomendar esta técnica como mais eficiente 116,117 (Classe de Recomendação IIb; Nível de Evidência C). 4.2.2. Massagem Cardíaca Interna A Massagem Cardíaca Interna (MCI) é superior à RCP padrão, pois promove maior pressão de perfusão coronariana. 118-121 Muitos trabalhos referem-se a bons resultados da MCI após trauma fechado ou aberto (sobrevida e grau de déficit neurológico na alta), mas não há evidência para seu uso rotineiro. Esta técnica pode ser utilizada durante cirurgia com tórax ou abdome abertos 122-126 (Classe de Recomendação IIa; Nível de Evidência C), podendo ser indicada em situações de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) de ferimento por trauma perfurante com tempo de transporte elevado até serviço avançado 127,128 (Classe de Recomendação IIb; Nível de Evidência C). 4.2.3. Compressão Torácica e Abdominal Intercalada A Compressão Torácica e Abdominal Intercalada (CTAI) é uma técnica que envolve a participação de três socorristas (compressor torácico, abdominal e o responsável pelas ventilações), promovendo o aumento do retorno venoso. Dois estudos randomizados intra-hospitalares mostraram diferença em relação à sobrevida, 129,130 mas seguimentos de outras cortes não reproduziram estes achados. 131 Dessa forma, recomenda- se CTAI em ambiente hospitalar com equipe treinada (Classe de Recomendação IIb; Nível de Evidência B). 4.2.4. Tosse A solicitação para uma vítima ainda consciente tossir vigorosamente pode produzir pressões intratorácicas e sistêmicas superiores às produzidas pela RCP padrão, permitindo fique consciente por breves períodos. Esta técnica é frequentemente utilizada em laboratórios de hemodinâmica 132-135 (Classe de Recomendação IIb; Nível de Evidência C). 4.2.5. Soco Precordial Existem relatos de que o soco precordial pode reverter TV com baixa taxa de sucesso, 136-138 permanecendo inconclusivo em algumas publicações. 139-143 Esta técnica não tem valor em PCR não presenciada e somente deve ser empregada em PCR presenciada em ritmo de TVSP/FV enquanto se aguarda a chegada do desfibrilador (Classe de Recomendação IIb; Nível de Evidência C). 144 Eventualmente, o soco precordial pode transformar um ritmo perfundido em um não perfundido. 145 4.2.6. Reanimação Cardiopulmonar em Posição Prona Estudos em animais 146 e em cadáveres 147 evidenciaram que a elevação da cabeça (30°) durante a realização da RCP aumenta a perfusão cerebral e coronariana. 148-151 Pela Figura 3.4 – Ritmo não comandado totalmente pelo marca-passo (setas largas e curtas). O comando do marca-passo pode ser visualizado pela espícula do marca- passo (setas finas e longas) seguida de complexo QRS alargado. Figura 3.5 – Toda espícula do marca-passo conduz um complexo QRS alargado. Agora, o ritmo está totalmentecomandado pelo marca-passo. 474

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