ABC | Volume 112, Nº5, Maio 2019

Artigo Original Oliveira et al Stents para pacientes diabéticos- REGISTRO VICTIM Arq Bras Cardiol. 2019; 112(5):564-570 Tabela 1 – Perfil sociodemográfico dos pacientes com IAMCSST atendidos nos Hospitais do Estado de Sergipe com capacidade para realizar angioplastia primária (SUS x Privado) Demografia SUS (n = 589) Privado (n = 118) Valor de p Idade, anos (média ± DP) 61,2±12,2 62,3±12,2 0,332 Sexo, n (%) Masculino 395 (67,1) 84 (71,2) 0,382 Feminino 194 (32,9) 34 (28,8) Etnia, n (%) Branco 179 (31,3) 69 (60,0) < 0,001 Não branco 393 (68,7) 46 (40,0) Classe social, n (%) A* 2 (0,4) 11 (9,8) < 0,001 B† 8 (1,5) 30 (26,8) C ‡ 39 (7,1) 37 (33,0) D § 163 (29,8) 24 (21,4) E // 334 (61,2) 10 (9,0) Escolaridade Nunca estudou 161 (27,3) 6 (5,1) < 0,001 Fundamental 335 (57,0) 29 (24,5) Médio 78 (13,2) 31 (26,3) Superior 12 (2,0) 36 (30,5) Pós-graduação 3 (0,5) 16 (13,6) Estado civil, n (%) Solteiro 91 (15,5) 4 (3,4) < 0,001 Casado 298 (50,6) 84 (71,2) Mora com Companheiro 92 (15,6) 4 (3,4) Divorciado 39 (6,6) 9 (7,6) Viúvo 69 (11,7) 17 (14,4) A: Acima de 20 salários mínimos (*); B: 10 a 20 salários mínimos(†); C: 4 a 10 salários mínimos(‡); D: 2 a 4 salários mínimos(§); E: Até 2 salários mínimos(//). SUS: Sistema Único de Saúde. na autodeclaração dos pacientes envolvidos. Neste contexto observa-se um dado com expressiva diferença quando comparados os dois serviços no sentido de que 68,7% dos pacientes do SUS declararam-se não brancos, ao passo que 60% dos pacientes da rede privada declararam-se brancos (p < 0,01) (Tabela 1). Outros dados expressivos no que concerne a diferenças entre os pacientes atendidos pelo SUS e pela rede privada estão relacionados à classe social e ao nível de escolaridade. No primeiro, observa-se que no serviço público 61,2% dos pacientes possuíam renda familiar compatível com a classe E (renda bruta familiar de até dois salários mínimos), enquanto na rede privada 33% dos pacientes possuíam classe C (renda bruta familiar de 4 a 10 salários mínimos) (p < 0,001). No que tange à escolaridade, 57%dos pacientes do serviço público estudaram até o ensino fundamental, enquanto 30,5% dos pacientes atendidos pela rede privada estudaram até o ensino superior (p < 0,001). Vale destacar que cerca de 27% dos pacientes do serviço público nunca estudaram (Tabela 1). Fatores de risco cardiovasculares Foram avaliados como risco cardiovascular para os pacientes do SUS e da rede privada admitidos no estudo: hipertensão arterial sistêmica, diabetes melittus, dislipidemia e tabagismo. Em ambos os serviços, a hipertensão arterial mostrou-se como fator mais prevalente (39,2% vs 71,2%; p = 0,033), seguida pela dislipidemia (33,6% vs 55,9%; p < 0,001). O diabetes mellitus configura em terceiro lugar em prevalência no serviço privado (35,6%; p < 0,001), enquanto que no serviço público aparece em quarto lugar (33,8%; p < 0,001). O tabagismo foi um fator de grande disparidade entre as duas redes de atendimento (34% vs 9,3%; p < 0,001). A maioria dos pacientes apresentou a associação de 2 fatores de risco em ambos os serviços (35,1% vs 40,7%, p = 0,534) (Tabela 2). Quando avaliadas as características relacionadas à história patológica de ambos os grupos, observa-se uma prevalência de fatores relacionados aos pacientes atendidos pelo serviço 566

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