ABC | Volume 112, Nº5, Maio 2019
Minieditorial Wu Rigidez atrial esquerda e fibrilação atrial Arq Bras Cardiol. 2019; 112(5):509-510 da AC pode ser usada como um possível fator de rastreamento para selecionar ou acompanhar de perto os pacientes com maiores riscos de recorrência de FA e desenvolvimento da síndrome do AE rígido. O pequeno número de estudos, com heterogeneidade e curto período médio de seguimento em três estudos, foram as limitações nesta metanálise. Esses achados aumentamnosso conhecimento ao esclarecer a associação entre o remodelamento atrial e os desfechos após a ablação de FA. A recomendação atual das diretrizes é realizar a AC como tratamento de segunda linha após falha ou intolerância a pelo menos ummedicamento antiarrítmico. Como tratamento de primeira linha, as indicação são mais fracas e limitadas apenas aos pacientes com FA paroxística. Essas recomendações geralmente levam aos médicos a indicarem a ablação após um longo período de tratamento clínico da FA. O desenvolvimento de ferramentas e métodos para determinar marcadores de cardiomiopatia atrial pode evitar a perda do momento ideal para a AC, com o processo diagnóstico e o tratamento individualizado orientado pelo substrato. Certamente, mais estudos serão necessários para fundamentar a identificação por exames complementares não invasivos de pacientes para os quais a AC deve ser considerada precocemente antes do estabelecimento do remodelamento funcional significativo do AE com fibrose associada. 1. Ha AC, Wijeysundera HC, Birnie DH, Verma A. Real-world outcomes, complications, and cost of catheter-based ablation for atrial fibrillation: an update. Curr Opin Cardiol. 2017;32(1):47-52. 2. Calkins H, Hindricks G, Cappato R, KimYH, Saad EB, Aguinaga, et al. 2017 HRS/EHRA/ECAS/APHRS/SOLAECEexpertconsensusstatementoncatheter and surgical ablation of atrial fibrillation. Europace. 2018;20(1):e1–e160. 3. Bunch TJ, May HT, Bair TL, Jacobs V, Crandall BG, Cutler M, et al. The impact of age on 5-year outcomes after atrial fibrillation catheter ablation. J Cardiovasc Electrophysiol. 2016 Feb;27:141-6. 4. Teunissen C, Kassenberg W, van der Heijden JF, Hassink RJ, Vincent JHM, NidcesPA.Five-yearefficacyofpulmonaryveinantrum isolationasaprimary ablation strategy for atrial fibrillation: a single-centre cohort study. Europace. 2016;18(9):1335-42. 5. Thomas L, Abhayaratna WP. Left atrial reverse remodeling. mechanisms, evaluation, and clinical significance. JACC Cardiovascular Imaging. 2017;10(1):65-77. 6. Leite-Moreira AF, Oliveira SM, Marino P. Left atrial stiffness and its implications for cardiac function. Future Cardiol. 2007; 3(2):175–183 7. Gibson DN, Di Biase L, Mohanti P, Patel JD, Bai R, Sanchez J, et al. Stiff left atrial syndrome after catheter ablation for atrial fibrillation: clinical characterization, prevalence, and predictors. Heart Rhythm. 2011;8(9):1364-71 8. Njoku A, Kannabhiran M, Arora R, Reddy P, Gopinathannair R, Lakkireddy D, et al. Left atrial volume predicts atrial fibrillation recurrence after radiofrequency ablation: a meta-analysis. Europace. 2018;20(1):33–42. 9. Ma XX, Boldt LH, Zhang YL, Zhu MR, Hu B, Parwani A, et al. Clinical relevance of left atrial strain to predict recurrence of atrial fibrillation after catheter ablation: ameta-analysis. Echocardiography. 2016;33(5):724–33. 10. Correia ETO, Barbetta LMS, Silva OMP, Mesquita ET. Left atrial stiffness: a predictor of atrial fibrillation recurrence after radiofrequency catheter ablation - a systematic review and meta-analysis. Arq Bras Cardiol. 2019; 112(5):501-508 Referências Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da licença de atribuição pelo Creative Commons 510
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