ABC | Volume 112, Nº4, Abril 2019
Minieditorial Almeida Ablação Septal na MCHO Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):439-440 de 46 pacientes hipertensos, que geralmente tem septo interventricular sigmoide, menos espesso; e a hipertrofia pode ser secundária a hipertensão e não necessariamente são portadores de MCHO, além de piorar a função diastólica e mais comorbidades como diabetes, doença coronária e fibrilação atrial. Nas grandes séries que avaliaram complicações, sempre se destacam como preditores de baixas taxas de complicações fatores relacionados a experiência do centro e do operador e também à seleção dos pacientes para AS, destacando-se idade, comorbidades, bloqueios de ramos preexistentes e fatores anatômicos e funcionais como determinante de complicações e também da taxa de sucesso do procedimento. 13 Na seleção dos pacientes para tratamento invasivo devemos nos assegurar da real refratariedade ao tratamento clínico (presente em 5% dos pacientes no nosso centro), avaliar a presença e impacto das comorbidades, avaliação criteriosa do gradiente, principalmente o gradiente em repouso, já que não sabemos a real influência do gradiente provocado por estímulo inotrópico na gênese dos sintomas e no risco de morte. O gradiente em repouso deve ser >30 mmhg ou idealmente >50 mmhg, a espessura septal basal >15 mm ou idealmente >18 mm, se assegurar que o gradiente está na via de saída e não na porção médio ventricular (10 a 15% dos casos), presença do movimento sistólico anterior do folheto mitral, grau e mecanismo da insuficiência mitral, anatomia do musculo papilar e, fundamentalmente, a anatomia da artéria septal dominante, a dependência de colateral, fonte de colateral, risco de infarto remoto e, por fim, fatores técnicos com material apropriado, teste com balão para ver se há redução do gradiente, quantidade de álcool a ser injetada e monitoração do procedimento com eco com contraste para se evitar grandes infartos. 1,3,4,13 Na escolha do tipo de procedimento invasivo, MC ou AS, além da criteriosa seleção dos pacientes, o que tem de se considerar com muito rigor e que mesmo pacientes sintomáticos tem risco de morte anual <3%, assim, a disponibilidade de centros especializados e operadores com experiência nos dois procedimentos é mandatória, visto que ambos os procedimentos invasivos só demonstraram até aqui impacto e reduzir sintomas e melhorar qualidade de vida e nenhum se mostrou capaz de reduzir o risco da morte súbita, que é a grande preocupação, principalmente nos pacientes mais jovens. 8,13 Lembrando sempre que o mais importante é “tratar o paciente e não apenas o gradiente”. 1. 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